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Coreia do Norte vai dotar Marinha com armamento nuclear, anuncia Kim Jong-un

Coreia do Norte vai dotar Marinha com armamento nuclear, anuncia Kim Jong-un
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/23/coreia-do-norte-vai-equipar-seus-navios-de-guerra-com-armas-nucleares-diz-kim-jong-un.ghtml

Anúncio do programa nuclear da Marinha

O dirigente norte-coreano Kim Jong-un declarou nesta terça-feira (23) que a Coreia do Norte está em processo de dotar sua Marinha com armamento nuclear, em cerimônia de inauguração de novo navio de guerra no porto de Nampho. Durante o evento oficial, o líder enfatizou que a modernização naval segue rigorosamente conforme cronograma estabelecido pelo governo de Pyongyang.

Segundo informações divulgadas pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), Kim Jong-un declarou que a força naval está se transformando em "uma força armada de pleno direito, equipada com meios estratégicos". O pronunciamento marca uma intensificação nos planos de rearmamento do país isolado internacionalmente, gerando preocupações entre potências globais.

Detalhes da expansão naval planejada

Durante a cerimônia de entrada em serviço do destróier Choe Hyon, Kim Jong-un revelou objetivos ambiciosos para a próxima década. A Coreia do Norte pretende construir dois navios de guerra de 5.000 toneladas métricas anualmente durante os próximos cinco anos, dobrando potencialmente sua capacidade naval de combate.

O destróier Choe Hyon, que tem 5.000 toneladas e foi o navio apresentado na cerimônia, completou com sucesso uma bateria extensa de testes operacionais militares ao longo dos últimos 14 meses. Conforme reportado pela agência oficial, a embarcação demonstrou capacidades operacionais adequadas antes de sua entrada em serviço ativo na frota.

Problemas anteriores e soluções

Além do Choe Hyon, Pyongyang planeja colocar em operação em breve outro navio similar denominado Kang Kon. Este destróier passou por reparos significativos durante o ano anterior, após ter virado parcialmente durante sua cerimônia de lançamento, episódio que evidenciou deficiências técnicas na construção naval norte-coreana.

O programa também inclui o desenvolvimento de navios de guerra estratégicos mais sofisticados, com deslocamento de 10.000 toneladas métricas. Estas embarcações maiores representariam salto considerável nas capacidades ofensivas da Marinha norte-coreana, conferindo alcance e potência de fogo superiores.

Modernização das bases navais

Kim Jong-un sublinhou que a construção de infraestrutura naval adequada emergiu como "tarefa urgente e essencial" para sustentar o programa de expansão. O dirigente comunicou que autoridades do Partido dos Trabalhadores, único partido político permitido na Coreia do Norte, debateram em reunião realizada na segunda-feira planos para erigir novas bases navais modernizadas.

A implementação desta estratégia naval representa investimento substancial de recursos escassos em Pyongyang, sinalizando prioridades geopolíticas do regime Kim. As novas instalações portuárias e estaleiros navais serão necessários para suportar a construção acelerada de embarcações militares.

Reconhecimento das limitações anteriores

Em discurso durante a cerimônia, Kim Jong-un reconheceu que historicamente a Marinha constituía "o elo mais fraco das forças militares norte-coreanas". Contudo, afirmou que suas capacidades futuras serão "algo incrível, além da imaginação", refletindo confiança no programa de modernização em curso.

Esta admissão pública de limitações anteriores contrasta com a retórica típica do regime, sugerindo que prioridade genuína é atribuída ao setor naval. O investimento em armas nucleares para embarcações evidencia estratégia de dissuasão naval contra potências rivais, particularmente Estados Unidos e aliados regionais como Coreia do Sul e Japão.

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