Presidiário em regime aberto morre a tiros trabalhando como mototaxista
Presidiário assassinado no bairro Marabaixo 3
Um presidiário em regime aberto-domiciliar foi morto a tiros na noite de sábado, 21 de outubro, no bairro Marabaixo 3, localizado na Zona Oeste de Macapá, capital do Amapá. A vítima, identificada como Airson Costa Campos, de 41 anos, foi atingida por disparos quando trabalhava de forma irregular como mototaxista. O crime, que ocorreu por volta das 23 horas, ainda não tem responsáveis identificados pelas autoridades locais.
Circunstâncias do crime
O presidiário em regime aberto havia saído para trabalhar há poucos minutos antes de ser atacado. O crime aconteceu na Avenida 18, no fim do bairro, uma região com movimento intenso durante o período noturno. Segundo informações da Polícia Militar (PM), Airson transportava um passageiro no momento exato em que recebeu os disparos fatais.
A motocicleta utilizada no trabalho informal foi levada do local do crime, sugerindo que o roubo do veículo pode ter sido o móvel do assassinato. Testemunhas próximas ao local não conseguiram fornecer informações sobre a identidade do atirador ou detalhes sobre a origem dos tiros disparados na avenida.
Evidências encontradas
Durante a vistoria inicial, a Polícia Técnico-Científica (Politec) constatou que o corpo de Airson apresentava, além das lesões causadas pelos disparos, uma ferida provocada por instrumento perfurante, sugerindo que a vítima tenha sido atacada com uma faca antes ou durante o incidente. As circunstâncias que levaram ao ferimento com arma branca ainda não foram esclarecidas.
Desaparecimento do passageiro
Um dos mistérios do caso envolve o paradeiro do passageiro que estava na garupa da motocicleta quando o crime ocorreu. Até o momento, ninguém forneceu informações sobre o que aconteceu com essa pessoa. A Polícia Militar não divulgou se o passageiro foi localizado ou se também foi vítima de agressão durante o incidente.
Investigação em andamento
O caso foi encaminhado para investigação da Polícia Civil, responsável por apurar todas as circunstâncias do assassinato. A corporação trabalha com diversas linhas de investigação, incluindo a possibilidade de roubo seguido de morte e crimes de motivação ainda desconhecida. A falta de câmeras de segurança na região pode dificultar o trabalho investigativo.
Histórico do presidiário
Airson Costa Campos cumpria pena em regime aberto-domiciliar, o que significa que tinha restrições de circulação e obrigações específicas impostas pela Justiça. A Polícia Militar não divulgou informações sobre o crime que o levou a receber essa condenação anterior. Essa situação levanta questões sobre a fiscalização e monitoramento de presos em regime domiciliar que exercem atividades irregulares.
