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Grupo hacker Cl0p rouba dados de 50 empresas

Grupo hacker Cl0p rouba dados de 50 empresas
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Grupo hacker Cl0p alerta sobre roubo massivo de dados

Um coletivo de cibercriminosos identificado como grupo hacker Cl0p divulgou recentemente a reivindicação de ter obtido acesso não autorizado a informações confidenciais de aproximadamente 50 corporações internacionais. Entre as organizações atingidas estão a gigante holandesa Philips, a companhia energética Shell, a processadora de pagamentos Fiserv e o conglomerado industrial General Electric. A comunicação sobre o suposto incidente foi publicada diretamente no site do grupo hacker Cl0p, gerando alerta entre órgãos reguladores e especialistas em segurança digital.

Confirmações das empresas afetadas

A Philips confirmou formalmente que suas estruturas computacionais foram alvo de tentativa de invasão orquestrada pelo grupo hacker Cl0p. De acordo com comunicado oficial, os investigadores internos identificaram e interromperam rapidamente uma operação de acesso não autorizado direcionada a um servidor de dados corporativos. A companhia enfatizou que os ambientes de infraestrutura dedicados ao atendimento de clientes permaneceram intactos e não sofreram qualquer comprometimento.

A Shell, por sua vez, reconheceu estar ciente de um possível incidente de segurança recente e informou estar trabalhando colaborativamente com especialistas internos e consultores externos para investigar completamente as circunstâncias do ataque.

A Fiserv, empresa especializada em soluções financeiras, manifestou estar informada sobre as alegações do grupo hacker Cl0p. Entretanto, após realizar análise técnica detalhada, afirmou não ter encontrado evidências de comprometimento de dados cadastrais de clientes, informações bancárias, registros de transações ou dados pessoais em seus sistemas.

A General Electric não forneceu comentários oficiais sobre as investigações.

Desafios na verificação independente

Profissionais de jornalismo investigativo não conseguiram comprovar de forma independente se o grupo hacker Cl0p realmente obteve sucesso no roubo de dados, nem foi possível confirmar a dimensão exata das informações acessadas ou a tipologia dos dados expostos. De forma análoga, o coletivo de cibercriminosos não respondeu aos pedidos formais de entrevista ou comprovação de suas reivindicações.

Vulnerabilidades exploradas pelo grupo hacker Cl0p

Embora permaneça indefinido o mecanismo específico utilizado para penetrar os sistemas das empresas afetadas, a organização Ransom-ISAC, que funciona como repositório colaborativo de informações sobre ameaças cibernéticas, emitiu alerta em 22 de julho alertando que o grupo hacker Cl0p estava se aproveitando de falhas de segurança nas plataformas de software PTC Windchill e FlexPLM. Essas aplicações são amplamente utilizadas por corporações para administrar projetos de engenharia e coordenar procedimentos de manufatura.

A PTC, desenvolvedora responsável por essas plataformas, não forneceu comentários públicos. Contudo, desde 18 de junho, a empresa começou a publicar avisos de segurança sucessivos recomendando que seus usuários instalassem atualizações que corrigem as vulnerabilidades identificadas e informando sobre ataques em andamento contra seus produtos.

Como funciona a estratégia do grupo hacker Cl0p

Conforme explanação de Brandon Parsons, especialista em inteligência de ameaças da consultoria Ascent Solutions e responsável pela divulgação do alerta da Ransom-ISAC, notificações do grupo hacker Cl0p começaram a ser recebidas por diferentes corporações entre os dias 19 e 20 de julho. Parsons destaca que o grupo não desenvolve campanhas personalizadas contra vítimas pré-selecionadas, mas adota estratégia diferente de exploração em larga escala.

"Eles não direcionam ataques para uma corporação específica. O método deles é identificar uma vulnerabilidade de dia zero e explorar sistematicamente essa falha em múltiplos alvos simultaneamente", explica Parsons. Uma vulnerabilidade de dia zero representa uma falha de segurança cuja existência é desconhecida pelos responsáveis pelo desenvolvimento do software e para a qual ainda não existe correção disponibilizada publicamente. Essa característica torna potencialmente milhares de usuários simultâneos vulneráveis a ataques coordenados do grupo hacker Cl0p e outros coletivos de cibercriminosos que obtêm conhecimento sobre essas brechas.

Implicações para a segurança digital global

O incidente envolvendo o grupo hacker Cl0p sublinha a relevância crítica de manutenção proativa de sistemas de proteção e atualização contínua de softwares. Para empresas que utilizam plataformas PTC, a situação demonstra a importância de implementar patches de segurança com urgência máxima quando vulnerabilidades críticas são identificadas e comunicadas por fabricantes.

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