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Ed Motta retorna ao português com álbum de electro funk e bossa nova

Ed Motta retorna ao português com álbum de electro funk e bossa nova
Fonte: g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/07/13/ed-motta-vai-do-electro-funk-a-bossa-no-primeiro-album-em-portugues-em-13-anos.ghtml

Ed Motta retorna ao português com novo projeto musical

O cantor, compositor e instrumentista carioca Ed Motta volta a trabalhar exclusivamente em português com o lançamento de um novo álbum em 25 de setembro. Trata-se de seu 15º trabalho de estúdio e representa um marco importante na carreira do artista, já que é o primeiro álbum em português desde "AOR", lançado em 2013, há 13 anos atrás. O projeto marca uma mudança significativa na trajetória recente de Ed Motta, que havia dedicado seus últimos três trabalhos integralmente ao idioma inglês.

Fusão de gêneros e estilos musicais

O novo álbum de Ed Motta apresenta uma variedade sonora que transita entre o electro funk e a bossa nova, demonstrando a versatilidade do artista. A canção "Eu quero ser feliz" exemplifica essa abordagem, trazendo um clima oitentista ao incorporar elementos do electro funk. Simultaneamente, o projeto inclui faixas como "Casa de frente pro mar", que flertam com a tradição da bossa nova, um gênero essencial da música brasileira.

Essa mistura de gêneros não é aleatória. Ed Motta explica que o álbum foi inspirado por influências musicais que marcaram sua formação artística, especialmente bandas de electro funk como Cameo e Surface, que exerceram papel fundamental em sua evolução como músico. O projeto busca resgatar a estética sonora presente em seus primeiros discos, trazendo uma renovação que combina experiência com nostalgia.

Composições autorais e complexidade harmônica

O trabalho apresenta composições originais que revelam a maturidade musical de Ed Motta. Faixas como "Grande plano" e "Não tem contradição" exemplificam as escolhas harmônicas sofisticadas que caracterizam a obra do artista. Essas músicas foram desenvolvidas com a mesma profundidade e complexidade que definiram os álbuns anteriores de Ed Motta, mostrando que mesmo retornando ao português, ele não abandona as características técnicas que o distinguem no cenário musical.

A composição dessas faixas revela um artista que continua explorando possibilidades sonoras inovadoras. Ed Motta mantém sua assinatura musical ao integrar esses elementos complexos a um projeto que se propõe a ser mais acessível e direto do que seus trabalhos anglófonos recentes.

Produção musical com Michel Limma

A produção do álbum foi orquestrada conjuntamente por Ed Motta e Michel Limma, uma parceria que garante tanto a visão artística do compositor quanto a expertise técnica de um produtor experiente. Essa colaboração representa um passo importante na finalização do projeto, permitindo que a complexidade das composições seja traduzida de forma equilibrada nas gravações.

Michel Limma traz sua experiência acumulada para o projeto, ajudando a estruturar arranjos que respeitam a identidade musical de Ed Motta enquanto exploram novas texturas sonoras. A participação de um produtor de qualidade reconhecida reforça o comprometimento do artista com a excelência técnica deste lançamento.

Resgate estético dos primeiros discos

Ed Motta revelou em entrevista que buscou resgatar a "imensa nostalgia" dos seus primeiros discos durante o processo criativo deste novo álbum. O artista menciona uma fase "com inocência e pureza" que sempre preservou ao continuar ouvindo os discos que o influenciaram ao longo de sua carreira. Esse sentimento nostálgico não representa, porém, uma volta ao passado sem inovação, mas sim uma reinterpretação do seu estilo inicial com a maturidade adquirida ao longo dos anos.

Esse resgate estético é particularmente significativo considerando que seus três álbuns anteriores – "Perpetual gateways" (2016), "Criterion of the senses" (2018) e "Behind the tea chronicles" (2023) – foram integralmente compostos e gravados em inglês, representando uma trajetória diferente da que o artista agora retoma.

Lançamento e parcerias fonográficas

O álbum será disponibilizado através do selo fonográfico Dwitza, criado e gerenciado pelo próprio Ed Motta, em uma parceria estratégica com a conceituada gravadora alemã MPS. Essa colaboração internacional garante distribuição e alcance global para o projeto, mantendo a autonomia criativa do artista sobre sua própria obra.

O lançamento programado para 25 de setembro marca uma data importante no calendário musical do Brasil, trazendo um novo trabalho de um artista com mais de três décadas de carreira. Com essa volta ao português e à exploração de gêneros como electro funk e bossa nova, Ed Motta reafirma sua relevância no cenário musical contemporâneo e oferece aos seus fãs um material que equilibra tradição e inovação.

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