O Japão é um país conhecido por sua tecnologia avançada, cultura rica e um povo resiliente. Mas também é um país que sofre com eventos extremos, como terremotos, tsunamis e tufões. No entanto, o que chama a atenção é a maneira como o Japão lida com essas situações. E é exatamente isso que Carlos Mineiro Aires, ex-bastonário dos Engenheiros, vê como um bom exemplo a seguir para lidar com eventos extremos.
Carlos Mineiro Aires é um engenheiro civil português com vasta experiência na área. Ele foi bastonário da Ordem dos Engenheiros de Portugal entre os anos de 2013 e 2020 e atualmente é presidente do Conselho Diretivo da Fundação Engenheiro António de Almeida. Ele também é membro da Academia de Engenharia e professor convidado em diversas universidades. Com tanta experiência e conhecimento na área, suas palavras carregam um peso significativo.
Em uma entrevista recente, Mineiro Aires compartilhou sua visão sobre a forma como o Japão lida com eventos extremos e como isso pode ser um exemplo a seguir por outros países. Ele ressaltou que o Japão possui uma cultura de prevenção e um plano de ação muito bem estruturado para lidar com desastres naturais. E isso, segundo ele, é essencial para minimizar os danos causados por esses eventos.
O plano de ação japonês é baseado em três pilares: prevenção, preparação e resposta. A prevenção é a primeira e mais importante etapa. O país investe em infraestrutura robusta e resistente para suportar terremotos e tsunamis, além de possuir um sistema de alerta precoce para avisar a população sobre a iminência de um desastre. Além disso, os japoneses são educados desde cedo sobre como agir em caso de emergência, o que contribui para uma resposta mais rápida e eficiente.
A preparação é outra parte crucial do plano japonês. O país realiza regularmente simulados de desastres em todo o território, envolvendo toda a população e testando a eficácia do sistema de alerta e a capacidade de resposta das autoridades. Além disso, o Japão possui estruturas de proteção, como diques e barreiras, que são mantidas e atualizadas constantemente para garantir a segurança da população.
Mas, mesmo com toda a prevenção e preparação, desastres naturais ainda podem acontecer. Por isso, a resposta é a terceira etapa do plano japonês. O país possui uma equipe de resgate bem treinada e equipada, além de hospitais e abrigos preparados para receber e ajudar as vítimas. Além disso, o governo japonês possui um fundo de contingência para cobrir os custos de reconstrução após um desastre.
Para Carlos Mineiro Aires, o sucesso do Japão em lidar com eventos extremos se deve à atitude proativa do país e à importância dada à prevenção e à preparação. Ele acredita que outros países podem aprender com essa abordagem e implementá-la em suas próprias realidades.
No contexto português, Carlos Mineiro Aires aponta que o país também está sujeito a eventos extremos, como incêndios florestais e inundações. E, embora existam iniciativas e planos de ação em vigor, a prevenção e a preparação ainda não são prioridades como no Japão.
O ex-bastonário dos Engenheiros acredita que é necessário um maior investimento em infraestrutura resistente e alerta precoce, além de uma maior preparação e educação da população. Ele ressalta que é preciso uma mudança de mentalidade para que a prevenção e a preparação sejam vistas




