O ano de 2019 foi marcado por uma série de desafios econômicos em todo o mundo. Dentre eles, podemos destacar os juros elevados, incertezas fiscais e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Esses fatores foram os principais responsáveis pela retração econômica em diversos países, gerando preocupação e instabilidade nos mercados financeiros.
Os juros elevados são um dos principais entraves para o crescimento econômico. Quando as taxas de juros estão altas, o crédito fica mais caro e, consequentemente, o consumo e os investimentos são reduzidos. Isso afeta diretamente a produção e o emprego, gerando um ciclo de desaceleração econômica. No Brasil, por exemplo, a taxa básica de juros (Selic) chegou a 6,5% ao ano em 2019, a menor desde 1986. No entanto, ainda é considerada alta em comparação com outros países.
Além disso, as incertezas fiscais também contribuíram para a retração econômica em 2019. A falta de clareza nas políticas fiscais e a dificuldade em aprovar reformas importantes, como a da Previdência, geraram insegurança nos investidores e empresários. Sem saber como serão as regras e os impostos no futuro, muitos optaram por adiar investimentos e projetos, o que impacta diretamente no crescimento econômico.
Outro fator que trouxe instabilidade para a economia mundial foram as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A guerra comercial entre os EUA e a China afetou diretamente o comércio internacional e gerou incertezas nos mercados. A imposição de tarifas sobre produtos importados de ambos os países gerou um aumento nos preços e uma redução no volume de negócios, prejudicando a economia global.
No Brasil, a situação foi agravada pela crise política e pelas incertezas em relação às reformas econômicas. O país enfrentou uma série de desafios, como a greve dos caminhoneiros, a instabilidade no cenário político e a dificuldade em aprovar medidas importantes para a retomada do crescimento. Isso gerou uma desconfiança nos investidores e uma retração nos investimentos, afetando diretamente a economia brasileira.
No entanto, apesar desses desafios, é importante ressaltar que a economia brasileira tem mostrado sinais de recuperação. A inflação está controlada, o desemprego vem apresentando queda e o PIB (Produto Interno Bruto) teve um crescimento de 1,1% no terceiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de aprovação de outras reformas importantes, como a tributária, trazem um cenário mais otimista para o país.
Outro fator positivo é a queda da taxa de juros, que tem estimulado o consumo e os investimentos. Com o crédito mais acessível, as empresas podem expandir seus negócios e os consumidores podem adquirir bens e serviços, movimentando a economia. Além disso, o governo tem adotado medidas para estimular o crescimento, como a liberação de saques do FGTS e a redução da burocracia para abertura de empresas.
No cenário internacional, também há sinais de melhora. A guerra comercial entre EUA e China parece estar chegando ao fim, com a assinatura de um acordo preliminar entre os dois países. Além disso, a expectativa é de que a economia global cresça 3,3% em 2020, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Diante desses fatos, é possível afirmar que os juros





