Autarcas defendem regionalização como solução para desigualdades no país
Este fim-de-semana, aconteceu o Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e um dos temas em destaque foi a regionalização. Os autarcas presentes no evento afirmaram que a regionalização é fundamental para acabar com um país “desigual e desequilibrado”. No entanto, o Chefe de Governo encerrou o evento e fechou a porta da regionalização nesta legislatura.
A discussão sobre a regionalização vem sendo debatida há muitos anos em Portugal. O país é dividido em 18 distritos e as ilhas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, mas não possui regiões administrativas. Esta divisão geográfica tem sido motivo de críticas por parte de alguns setores da sociedade, que a consideram desigual e desequilibrada, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento económico e social do país.
Durante o congresso da ANMP, os autarcas reforçaram a importância da regionalização como uma forma de corrigir essas diferenças e promover um Portugal mais coeso. Na opinião deles, a criação de regiões administrativas poderia descentralizar o poder e proporcionar um desenvolvimento mais equilibrado em todo o território nacional.
De acordo com o presidente da ANMP, Manuel Machado, a regionalização é um passo importante para a democratização e para a coesão territorial. Ele defende que o país não pode continuar a ser governado a partir de Lisboa, e que a regionalização pode trazer benefícios para as regiões, como a criação de empregos e a melhoria da qualidade de vida da população.
Outro ponto destacado pelos autarcas é que a regionalização permitirá aos municípios uma maior participação na tomada de decisões, uma vez que os poderes das regiões serão partilhados entre os órgãos municipais e regionais. Esta distribuição de poder permitirá que as decisões sejam tomadas de forma mais próxima e atenta às necessidades de cada região.
No entanto, o Chefe de Governo, António Costa, encerrou o congresso e fechou a porta da regionalização nesta legislatura. Ele alegou que a prioridade do governo é o combate à pandemia de COVID-19 e a recuperação económica do país, e que a regionalização não é uma questão urgente no momento.
Esta decisão foi recebida com descontentamento por parte dos autarcas e daqueles que defendem a regionalização. Para eles, o governo está a perder uma oportunidade de promover um desenvolvimento mais justo e equilibrado em Portugal. No entanto, a luta pela regionalização não acabou.
O deputado da Assembleia da República, José Luís Carneiro, reforçou que a regionalização é uma questão de interesse nacional e que continuará a ser debatida e defendida. Também a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) manifestou o seu apoio à regionalização, acreditando que esta pode trazer mais benefícios para os cidadãos e melhorar a gestão das freguesias.
Apesar de ter sido encerrada pelo Chefe de Governo, a discussão sobre a regionalização não deve ser esquecida. É importante que a sociedade continue a debater sobre este tema e pressionar as autoridades para que se encontre uma solução para as desigualdades territoriais em Portugal.
Como mencionado pelos autarcas, a regionalização pode ser uma oportunidade de descentralizar o poder e promover um desenvolvimento mais equilibrado em todo o país. É necessário que haja um esforço conjunto para que esta questão seja debatida e resolvida de forma a beneficiar a todos. Afinal, a busca por um Portugal mais justo e co




