A violência contra as mulheres é um problema grave e recorrente que afeta mulheres de todas as idades, raças, classes sociais e regiões do mundo. No entanto, nos últimos anos, temos visto um aumento alarmante nessa violência, o que mostra não apenas a persistência da misoginia em nossa sociedade, mas também a falta de informação sobre o acolhimento às mulheres vítimas desses atos.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 90 segundos, uma mulher é vítima de agressão física ou sexual no Brasil. Isso significa que, em média, 180 mulheres são agredidas a cada hora e mais de 4.300 por dia. Além disso, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de tentativa de homicídio e a cada hora, cinco mulheres são assassinadas em nosso país. Esses números são alarmantes e mostram que a violência contra a mulher é uma realidade presente em nossa sociedade.
Um dos principais fatores que contribuem para esse cenário é a misoginia, que é a aversão, desprezo ou hostilidade em relação às mulheres. A misoginia está presente em diversas formas de violência contra as mulheres, desde as agressões físicas e sexuais até os discursos de ódio e a discriminação de gênero. Ela é alimentada por uma cultura machista que perpetua a ideia de que as mulheres são inferiores e devem ser submissas aos homens.
Além da misoginia, outro fator que contribui para a violência contra as mulheres é a falta de informação sobre o acolhimento às vítimas. Muitas mulheres não sabem a quem recorrer em caso de violência e, quando procuram ajuda, muitas vezes são desacreditadas e revitimizadas pelo sistema. Isso acontece porque ainda há um grande desconhecimento sobre os direitos das mulheres e sobre os serviços de apoio disponíveis.
Nesse sentido, é fundamental que haja uma maior divulgação sobre os canais de denúncia e os serviços de acolhimento às mulheres vítimas de violência. No Brasil, temos a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) que funciona 24 horas por dia e é um canal de denúncia anônima, gratuito e com atendimento em português, espanhol e inglês. Além disso, existem os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) que oferecem apoio e orientação às vítimas.
Outro ponto importante é a necessidade de uma mudança cultural, que envolve a educação desde cedo sobre a igualdade de gênero e o respeito às mulheres. É preciso desconstruir estereótipos de gênero e promover uma educação baseada no respeito e na valorização da diversidade. Também é essencial a participação dos homens nesse processo, pois eles são parte fundamental na luta contra a violência contra as mulheres.
Além disso, é preciso que os casos de violência sejam punidos de forma efetiva e que as políticas públicas sejam voltadas para a prevenção e o combate à violência contra a mulher. Infelizmente, ainda há uma grande subnotificação dos casos de violência, seja por medo, vergonha ou desconhecimento dos direitos. Por isso, é importante também que haja uma maior conscientização sobre a importância de denunciar e romper o ciclo da violência.
É necessário, também, que a sociedade como um todo se una para combater a violência contra as mulheres. Não podemos mais fechar os olhos para esse problema que atinge milhões de mulheres todos os dias. É preciso que homens e mulheres se unam em prol da igualdade de gênero e do respeito às mulheres, pois só assim poderemos construir uma



