O relatório de 2025 da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) divulgado recentemente lista os países centrais na produção e comercialização internacional de drogas. A lista é liderada por países latino-americanos, com a Colômbia e o Peru ocupando as duas primeiras posições. A Bolívia, outro país da região, também está entre os cinco principais produtores de drogas no mundo.
O relatório também destaca a presença de países europeus como a Holanda e a Bélgica, que são importantes na produção de drogas sintéticas, como ecstasy e anfetaminas. Além disso, o Afeganistão, que é responsável por grande parte da produção de ópio e heroína no mundo, também está presente na lista.
No entanto, uma ausência notável no relatório é a Venezuela, que não foi incluída na lista dos principais países produtores e exportadores de drogas. Essa ausência gerou questionamentos por parte do governo venezuelano, que acusa os Estados Unidos de pressionarem a JIFE a retirar o país do relatório.
Segundo o governo venezuelano, essa ação faz parte de uma estratégia dos Estados Unidos para desacreditar o país e justificar possíveis intervenções em seu território. O presidente Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela é um país que luta contra o tráfico de drogas e que possui um dos melhores sistemas de controle e combate ao narcotráfico da América Latina.
A exclusão da Venezuela do relatório também foi criticada por organizações internacionais, como o Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Ambas manifestaram apoio ao governo venezuelano e repudiaram a ação dos Estados Unidos.
Enquanto isso, os Estados Unidos continuam a ser o maior consumidor de drogas no mundo e também um dos principais mercados para a venda de drogas ilícitas. A participação do país no comércio internacional de drogas é evidente em sua presença militar no Caribe, que é uma importante rota para o tráfico de drogas entre a América do Sul e a América do Norte.
Recentemente, os Estados Unidos aumentaram sua presença militar no Caribe, alegando combater o narcotráfico na região. No entanto, o governo venezuelano denuncia essa ação como uma tentativa de interferência em seus assuntos internos, já que a Venezuela é um dos principais países do Caribe.
Essa situação levanta questões sobre a eficácia das políticas de combate ao narcotráfico adotadas pelos Estados Unidos, que, apesar de investirem bilhões de dólares nessa área, não conseguiram diminuir o consumo e o tráfico de drogas em seu próprio território.
Enquanto isso, países como a Colômbia e o Peru, que estão no topo da lista de produtores de drogas, enfrentam desafios internos para combater o tráfico e o cultivo de drogas ilícitas. A Colômbia, por exemplo, tem lutado contra grupos armados que controlam grande parte do tráfico de drogas no país. No entanto, o governo vem implementando políticas de substituição de cultivos ilícitos por culturas legais, visando reduzir a dependência da economia dessas regiões do tráfico de drogas.
O relatório da JIFE também destaca a importância de uma abordagem global e coordenada para combater o tráfico de drogas. É necessário que os países trabalhem juntos para enfrentar esse problema, em vez de se concentrarem em ações unilaterais e políticas punitivas.
Além disso, é importante abordar as causas subjacentes ao tráfico de drogas, como a pobreza, a desigualdade e a exclusão social, que muitas vezes levam as pessoas a se envolverem nesse neg




