No dia 25 de setembro, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, foi palco de uma sessão emocionante e inspiradora. Com ingressos esgotados, o documentário “Tarifa Zero: O direito à cidade em debate” foi exibido em parceria entre o Brasil de Fato e a Fundação Rosa Luxemburgo. O filme aborda a temática da desigualdade urbana e o direito à mobilidade em São Paulo, levando o público a refletir sobre a importância de transformar a cidade em um lugar mais justo e acessível para todos.
Dirigido por Caio Castor e Camila Rodrigues, o documentário é uma produção independente do Brasil de Fato e é baseado na experiência de luta pelo transporte público gratuito e de qualidade no país. O projeto nasceu a partir da cobertura jornalística do Movimento Passe Livre (MPL) nas manifestações de junho de 2013, quando milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. A partir disso, o filme retrata a trajetória de luta e resistência do MPL e de outras organizações e coletivos que defendem a tarifa zero como uma forma de garantir o direito à cidade.
Com depoimentos de ativistas, especialistas e moradores de diferentes regiões da cidade, o documentário mostra como a desigualdade urbana afeta a vida das pessoas em São Paulo. A cidade, que é uma das maiores e mais ricas do mundo, é também marcada por graves problemas de mobilidade, como o alto custo do transporte público, a superlotação dos transportes, a falta de integração entre os modais, entre outros. Além disso, o filme também aborda a questão da segregação socioespacial, mostrando como as políticas públicas favorecem os bairros mais ricos em detrimento das periferias.
O debate sobre a tarifa zero não se trata apenas de um meio de transporte gratuito, mas sim de uma luta por uma cidade mais justa e democrática. Como afirma o ativista e cientista político Gustavo Pires, presente no documentário, “a tarifa zero é um meio de luta para que a gente consiga ter uma cidade que não seja só dos carros, mas seja das pessoas”. A mobilidade é um direito fundamental e deve ser garantido a todos, independente de sua classe social. A tarifa zero é uma forma de garantir esse direito, além de ser uma medida efetiva no combate às desigualdades sociais.
Durante a exibição do filme, o público presente foi convidado a participar de um debate com os diretores e representantes do MPL e da Fundação Rosa Luxemburgo. Foi um momento de troca de experiências e de reflexão sobre os desafios e perspectivas para a luta pelo transporte público gratuito em São Paulo. A sessão contou com a presença de pessoas de diferentes idades e origens, mostrando que a questão da mobilidade é uma preocupação de todos.
É importante ressaltar que a tarifa zero não é uma utopia, mas sim uma realidade em diversos países do mundo, como Alemanha, França, Estônia e algumas cidades do Brasil, como Niterói (RJ) e Maricá (RJ). Essas experiências mostram que é possível sim ter um transporte público gratuito e de qualidade, basta haver vontade política e um debate sério sobre o tema.
O documentário “Tarifa Zero: O direito à cidade em debate” é uma importante ferramenta para estimular a reflexão e o diálogo sobre a desigualdade urbana e a luta pelo transporte público gratuito. Além disso, é uma forma de dar visibilidade às organizações e movimentos sociais que trabalham incansavelmente por uma cidade mais justa e democrática. A sessão lotada na Cinemateca Bras




