Barbara Coelho, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi entrevistada recentemente para discutir os desafios e avanços do uso de Inteligência Artificial (IA) no campo da educação. Em um cenário cada vez mais tecnológico e com a presença crescente das big techs, a pesquisadora traz reflexões importantes sobre a importância de se pensar não apenas no que a IA pode fazer, mas no que nós queremos fazer com ela.
Segundo Barbara, a IA tem ganhado cada vez mais espaço na educação, seja por meio de plataformas de ensino adaptativo, assistentes virtuais ou até na análise de dados dos estudantes. No entanto, a pesquisadora alerta que é preciso ter cuidado com a forma como essa tecnologia é utilizada. “A pergunta não é o que a IA pode fazer, mas o que queremos fazer com ela”, enfatiza.
Um dos principais desafios, segundo Barbara, é garantir que a IA seja usada em benefício do aprendizado dos estudantes e não apenas como uma ferramenta de controle e padronização. “É preciso pensar na ética e nos valores que estão por trás dos algoritmos utilizados. Quais são os valores e interesses das big techs que podem influenciar no aprendizado das nossas crianças e jovens?”, questiona a pesquisadora.
Além disso, Barbara ressalta a importância de se pensar na formação dos professores. A chegada da IA na educação traz também a necessidade de atualização e capacitação constante dos docentes, que precisam conhecer e compreender as potencialidades e limitações dessa tecnologia. “Não adianta apenas fornecer ferramentas e sistemas tecnológicos, é preciso investir na formação desses educadores”, afirma.
Outro ponto importante levantado por Barbara é a inclusão digital. A pesquisadora alerta que a presença da IA na educação pode ampliar ainda mais as desigualdades sociais, já que nem todos os estudantes têm acesso à internet e equipamentos tecnológicos. Portanto, é fundamental que a implementação da IA na educação seja feita de forma consciente e equilibrada, garantindo que ninguém seja deixado para trás.
Apesar dos desafios, Barbara acredita que a IA pode trazer grandes avanços para a educação, desde que seja utilizada de forma ética, responsável e com foco no aprendizado dos estudantes. “É preciso pensar na IA como uma ferramenta a serviço da educação, e não o contrário. Ela pode nos ajudar a identificar as necessidades individuais dos alunos, personalizar o ensino e proporcionar um aprendizado mais significativo e personalizado”, destaca a pesquisadora.
Dessa forma, é fundamental que os governos, instituições de ensino e a sociedade como um todo estejam atentos ao avanço da IA na educação, buscando uma colaboração entre a tecnologia e a pedagogia. Barbara ressalta que as big techs não devem ser vistas como inimigas, mas sim como parceiras nessa jornada pela educação de qualidade. “É preciso uma atuação conjunta e consciente para que a IA seja usada em benefício da educação e do desenvolvimento dos estudantes”, conclui.
Diante desse cenário de mudanças constantes e avanços tecnológicos, é fundamental refletirmos sobre o uso da IA na educação e estarmos atentos aos desafios e cuidados necessários para garantir um ensino de qualidade e inclusivo para todos. A entrevista de Barbara Coelho nos traz importantes reflexões sobre o papel da IA na educação e nos convida a pensar não apenas no que ela pode fazer, mas no que queremos fazer com ela. O futuro da educação está em nossas mãos e é preciso usarmos a tecnologia de forma consciente e humana para construirmos uma



