Arqueólogos estão fazendo grandes avanços no estudo dos castros do Barroso, uma região entre Boticas e Montalegre, com o uso de tecnologias avançadas e métodos não invasivos. Este projeto inovador visa mapear e documentar esses antigos assentamentos pré-históricos, com o objetivo de preservar e promover a sua importância histórica e cultural.
Os castros são considerados como um dos mais importantes vestígios da Idade do Ferro na Península Ibérica, e são uma parte fundamental da identidade e patrimônio da região do Barroso. Estes assentamentos, que consistiam em fortificações construídas em locais estratégicos, eram habitados por comunidades agrícolas e pastoris que tinham uma forte conexão com a natureza e com o seu ambiente.
No entanto, ao longo dos anos, muitos desses castros foram destruídos ou negligenciados, representando uma perda irreparável para a história e cultura da região. Com o objetivo de preservar e valorizar esses locais, um grupo de arqueólogos está a realizar um ambicioso projeto de pesquisa e divulgação dos castros do Barroso.
Uma das principais ferramentas utilizadas neste projeto é o georradar, uma tecnologia que permite a detecção de estruturas e objetos abaixo do solo sem a necessidade de escavações. Com o uso dessa tecnologia, os arqueólogos estão a mapear a localização exata dos castros e a identificar possíveis áreas de interesse para futuras escavações.
Além disso, o projeto também está utilizando um magnetómetro, que é capaz de medir variações no campo magnético do solo. Essa tecnologia permite a identificação de estruturas e objetos de ferro, o que pode fornecer informações valiosas sobre as atividades realizadas pelos habitantes desses castros.
Outra ferramenta importante são os drones, que estão sendo usados para mapear e fotografar a área de forma mais abrangente e detalhada. Com essas imagens aéreas, os arqueólogos podem ter uma visão mais ampla e detalhada dos castros, identificando possíveis estruturas e características que podem estar escondidas no solo.
Além dessas tecnologias, o projeto também contempla a realização de reconstruções virtuais dos castros, utilizando técnicas de modelagem em 3D. Com isso, é possível criar uma representação fiel e realista desses antigos assentamentos, permitindo que as pessoas tenham uma ideia mais concreta de como eram esses locais no passado.
Outra iniciativa importante é a criação de um atlas online, que reunirá todas as informações e dados coletados sobre os castros do Barroso. Esse atlas será uma ferramenta importante para a divulgação e estudo desses assentamentos, permitindo que pesquisadores, estudantes e o público em geral tenham acesso a informações precisas e atualizadas sobre esses locais.
Além disso, o projeto também inclui a produção de um documentário, que irá contar a história dos castros do Barroso e mostrar todo o processo de pesquisa e descoberta desses locais. Este documentário será uma forma de difundir e promover a importância desses castros para a história e cultura da região.
E para incentivar o turismo cultural e a valorização desses locais, o projeto também prevê a criação de rotas turísticas que levem os visitantes a conhecer e explorar os castros do Barroso. Isso permitirá que as pessoas tenham uma experiência mais completa e enriquecedora, conhecendo de perto esses antigos assentamentos e aprendendo sobre a sua importância para a região.
Em suma, o projeto de mapeamento dos castros do Barroso é uma




