Nos últimos meses, a educação tem sido um dos assuntos mais discutidos no Brasil. Desde o início do governo Bolsonaro, diversas medidas e declarações têm gerado polêmica e preocupação na área da educação. Entre elas, destaca-se o corte de verbas nas universidades federais e a proposta de reforma do ensino médio.
No entanto, para o professor e coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o governo está fazendo um esforço para barrar esses cortes, mas esbarra na resistência do Congresso Nacional. Em entrevista ao Brasil de Fato, Cara afirma que o Congresso está “completamente apaixonado por atacar a educação”.
Essa resistência por parte do Congresso é evidente nas recentes votações sobre a educação. Em junho, o Senado aprovou um projeto que anula o decreto presidencial que contingenciou verbas da educação. Além disso, a Câmara dos Deputados também aprovou uma emenda que retira o teto de gastos para a educação, o que pode garantir mais recursos para o setor.
Para Cara, essas ações mostram que há uma mobilização dos parlamentares para barrar os cortes na educação. No entanto, ele ressalta que ainda é preciso pressionar o governo para que as verbas sejam efetivamente liberadas. “A gente precisa continuar pressionando para que o governo reveja sua posição e libere os recursos que foram cortados”, afirma o professor.
Além disso, Cara também destaca que a resistência do Congresso é importante para garantir que a educação seja uma pauta prioritária no país. “A gente precisa ter um Congresso que esteja comprometido com a educação e que entenda que a educação é o único caminho para o desenvolvimento do país”, diz.
No entanto, o professor ressalta que a resistência do Congresso não é suficiente para garantir uma educação de qualidade no Brasil. Ele enfatiza que é preciso uma mobilização da sociedade para pressionar o governo e os parlamentares a investirem mais na educação.
Nesse sentido, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação tem promovido diversas ações em defesa da educação pública. Uma delas é o “Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação”, que aconteceu no dia 13 de agosto e reuniu milhares de pessoas em todo o país.
Além disso, a Campanha também tem se empenhado em dialogar com parlamentares e sensibilizá-los sobre a importância de investir na educação. “A gente tem tido um diálogo muito forte com os parlamentares, tanto da oposição quanto da base do governo, para que eles entendam que a educação é uma pauta importante para o país”, afirma Cara.
Outra iniciativa da Campanha é a criação de um projeto de lei de iniciativa popular que visa garantir um financiamento adequado para a educação. A proposta, que já conta com mais de 2 milhões de assinaturas, prevê a destinação de 10% do PIB para a educação pública.
Para Daniel Cara, a resistência do Congresso e a mobilização da sociedade são fundamentais para garantir que a educação seja uma prioridade no país. Ele ressalta que é preciso continuar lutando para que os cortes de verbas sejam revertidos e para que a educação seja valorizada e investida de forma adequada.
Em meio a tantas incertezas e ataques à educação, é importante destacar a importância da resistência e da mobilização da sociedade. A educação é um direito fundamental e deve ser garantida a todos os brasileiros. Por isso, é fundamental que todos se engajem nessa luta e pressionem o governo e o Congresso para que invistam na educação, garantindo



