Desde os primórdios do mercado automotivo, a cor dos carros sempre foi um fator importante na hora da compra. Seja pela preferência pessoal do consumidor ou pelo impacto visual que o veículo pode causar, a escolha da cor é um aspecto que não deve ser ignorado. No entanto, no Brasil, há muitos anos, os carros coloridos não são tão populares quanto os modelos de cor prata, preta ou branca. Essa falta de opções e a fama de serem “ruins de vender” afastaram o brasileiro do carro colorido, mas um estudo recente da Auto Avaliar mostra que essa percepção está longe de ser verdadeira.
A preferência por cores mais neutras nos carros brasileiros é um fenômeno que vem se consolidando há décadas. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2020, 35,8% dos carros vendidos no país eram da cor prata, seguidos pelo preto (29,6%) e pelo branco (28,2%). As cores mais vibrantes, como vermelho, amarelo e azul, representavam apenas 6,4% do mercado. Esses números mostram que os carros coloridos ainda são uma minoria no Brasil.
Mas por que isso acontece? Uma das principais razões é a falta de opções oferecidas pelas montadoras. Muitos modelos são disponibilizados apenas em cores neutras, o que acaba limitando a escolha do consumidor. Além disso, a falta de variedade de cores nos carros usados também é um fator relevante. Muitas vezes, os carros seminovos disponíveis no mercado são provenientes de frotas de empresas, que geralmente optam por cores mais básicas e sóbrias.
Outro fator que contribui para a baixa popularidade dos carros coloridos é a crença de que eles são mais difíceis de vender. Essa ideia, que se tornou um consenso entre os brasileiros, é baseada em um estudo realizado pela empresa de consultoria Kelley Blue Book, que apontou que os carros coloridos têm um valor de revenda até 8% menor do que os modelos de cores neutras. No entanto, o estudo da Auto Avaliar mostra que essa diferença é muito pequena e pode ser facilmente compensada com uma boa negociação.
De acordo com a pesquisa, os carros coloridos têm uma desvalorização média de apenas 2,5% em relação aos modelos de cores neutras. Além disso, os carros de cores mais vibrantes costumam ter uma maior procura no mercado de usados, já que são mais raros e chamam a atenção dos compradores. Isso significa que, na prática, a diferença de valor de revenda entre um carro colorido e um carro de cor neutra é praticamente insignificante.
Outro dado interessante apontado pelo estudo é que, em alguns casos, os carros coloridos podem ter uma valorização maior do que os modelos de cores neutras. Isso acontece principalmente com as cores mais clássicas, como vermelho e preto, que são associadas a modelos esportivos e luxuosos. Além disso, os carros de cores mais vibrantes costumam ter uma maior aceitação entre os jovens, que buscam se destacar e expressar sua personalidade através do veículo.
Diante desses dados, fica claro que a fama de que os carros coloridos são ruins de vender é um mito que precisa ser desmistificado. Além disso, a falta de opções oferecidas pelas montadoras não deve ser um empecilho para quem deseja ter um carro de cor mais vibrante. Com um bom planejamento e uma pesquisa de mercado, é possível encontrar modelos coloridos com boa valorização e aceitação no mercado de usados.
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