Wagner Ribeiro, um dos mais renomados especialistas em mudanças climáticas do Brasil, comentou recentemente sobre a influência dos Estados Unidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) e o potencial do Brasil em liderar a economia verde. Com a crescente preocupação global com o meio ambiente e a necessidade de ações concretas para combater as mudanças climáticas, o papel do Brasil nesse cenário é de extrema importância.
A COP30, que ocorreu em Madri, Espanha, em dezembro de 2019, teve como objetivo principal discutir medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C. No entanto, a presença dos Estados Unidos, que anunciaram sua saída do Acordo de Paris em 2017, foi motivo de preocupação para muitos países. Isso porque, durante a gestão do presidente Donald Trump, os EUA têm adotado políticas que vão contra os esforços globais de combate às mudanças climáticas.
No entanto, Wagner Ribeiro acredita que a influência dos Estados Unidos na COP30 não foi tão negativa quanto se esperava. Ele destaca que, apesar da postura do governo americano, muitos estados e cidades do país continuam comprometidos com a redução das emissões e a transição para uma economia de baixo carbono. Além disso, a presença de empresas e organizações americanas na conferência demonstra que a sociedade civil dos EUA está alinhada com a luta contra as mudanças climáticas.
Mas, enquanto os Estados Unidos enfrentam desafios internos em relação ao meio ambiente, o Brasil tem a oportunidade de se destacar como líder na economia verde. De acordo com Wagner Ribeiro, o país possui grandes vantagens competitivas nessa área, como a grande extensão de terras e recursos naturais, além de uma matriz energética majoritariamente limpa, com destaque para a energia hidrelétrica.
No entanto, para que o Brasil possa assumir esse papel de liderança, é necessário que o governo adote políticas efetivas de combate às mudanças climáticas e de incentivo à economia verde. Isso inclui a implementação de medidas para reduzir o desmatamento na Amazônia, que é responsável por uma grande parcela das emissões de gases de efeito estufa do país. Além disso, é preciso investir em energias renováveis, como solar e eólica, e promover a transição para o uso de veículos elétricos.
Outro ponto importante destacado por Wagner Ribeiro é a necessidade de o Brasil se posicionar como um país que valoriza e protege seu patrimônio ambiental. Isso inclui a preservação de áreas protegidas e a promoção de práticas sustentáveis na agricultura e na indústria. Ao adotar políticas que demonstrem o comprometimento do país com a preservação do meio ambiente, o Brasil pode atrair investimentos e se tornar uma referência mundial em economia verde.
Além disso, o Brasil também pode se beneficiar economicamente ao liderar a transição para uma economia de baixo carbono. Com o aumento da demanda global por tecnologias e práticas sustentáveis, o país pode se tornar um grande exportador de produtos e serviços relacionados à economia verde, gerando empregos e impulsionando o desenvolvimento.
Portanto, é fundamental que o Brasil assuma uma postura proativa em relação às mudanças climáticas e à economia verde. Com a liderança dos Estados Unidos enfraquecida nesse tema, o país tem a oportunidade de se destacar e mostrar ao mundo que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação do meio ambiente. Para isso, é necessário que o governo, a sociedade civil e o set

