A greve dos entregadores de aplicativos tem sido um dos assuntos mais comentados nos últimos dias. A categoria, que já vinha lutando por melhores condições de trabalho e remuneração justa, decidiu intensificar suas ações e realizar uma greve nacional de 48 horas em cerca de 60 cidades do país. E nesta terça-feira (1), os entregadores brecaram a saída de pedidos em shoppings na capital paulista, em mais uma demonstração de força e união.
A ação foi organizada pelo movimento Entregadores Antifascistas, que reúne trabalhadores de diferentes aplicativos de entregas, como iFood, Rappi e Uber Eats. O objetivo é chamar a atenção para as condições precárias de trabalho, a falta de direitos trabalhistas e a baixa remuneração que os entregadores recebem. Além disso, os trabalhadores também reivindicam medidas de proteção e segurança durante a pandemia de Covid-19.
A mobilização dos entregadores é uma resposta à falta de diálogo e ações concretas por parte das empresas de aplicativos e do governo. Mesmo durante a pandemia, em que os entregadores se tornaram ainda mais essenciais para o funcionamento da economia, suas demandas têm sido ignoradas e suas condições de trabalho têm se deteriorado. E a greve nacional é uma forma de mostrar que os entregadores estão unidos e dispostos a lutar por seus direitos.
Em São Paulo, os entregadores se concentraram em frente ao Shopping Ibirapuera, um dos principais centros comerciais da cidade, e bloquearam a saída de pedidos por cerca de duas horas. A ação foi pacífica e contou com a participação de centenas de entregadores, que usavam máscaras e respeitavam o distanciamento social. O objetivo era chamar a atenção dos clientes e dos lojistas para a luta dos trabalhadores e mostrar que a greve é uma forma legítima de reivindicar seus direitos.
Além da paralisação nos shoppings, os entregadores também realizaram outras ações em diferentes cidades do país. Em Brasília, por exemplo, os trabalhadores se concentraram em frente ao Congresso Nacional e fizeram uma manifestação em defesa dos direitos trabalhistas. Em Belo Horizonte, os entregadores se reuniram em frente ao Mercado Central e distribuíram panfletos explicando os motivos da greve.
A greve dos entregadores é mais uma prova de que a classe trabalhadora está disposta a lutar por seus direitos e não aceita mais ser explorada. Eles são responsáveis por garantir que a população tenha acesso a alimentos e outros produtos essenciais durante a pandemia, mas não recebem o reconhecimento e a valorização que merecem. Por isso, a greve é uma forma de mostrar que os entregadores não vão mais aceitar serem tratados como máquinas descartáveis.
É importante ressaltar que a luta dos entregadores vai além das questões trabalhistas. Eles também estão na linha de frente da luta contra o fascismo e o autoritarismo. O movimento Entregadores Antifascistas surgiu para combater o discurso de ódio e a violência que têm sido incentivados por alguns políticos e apoiadores do governo. E a greve nacional é mais uma forma de mostrar que os trabalhadores estão unidos contra qualquer forma de opressão e discriminação.
A mobilização dos entregadores tem recebido o apoio de diversas entidades e movimentos sociais, que reconhecem a importância dessa luta. Além disso, a greve tem recebido ampla cobertura da imprensa, o que ajuda a conscientizar a sociedade sobre as demandas dos trabalhadores. E é fundamental que a população apoie essa causa, seja evitando pedir entregas durante a greve, seja apoiando




