Em um caso que chocou o mundo do futebol, a Polícia Civil do Pará concluiu o inquérito sobre o jogo entre Cabanos Sub-17 e Paysandu, pelo Campeonato Paraense da categoria. A investigação apontou que o treinador da equipe de Cabanos, identificado como Luís Carlos, orientou seus jogadores a perderem de goleada para eliminar o Paysandu da competição. No entanto, a Justiça tomou medidas para impedir que esse ato de fraude prejudicasse o time adversário e anulou a partida.
O caso teve início após o Paysandu entrar com uma denúncia na Federação Paraense de Futebol (FPF) alegando que o jogo entre as duas equipes, que terminou em uma surpreendente goleada de 29 a 0 para o Cabanos, havia sido manipulado. A suspeita de fraude surgiu quando jogadores do time vencedor admitiram que receberam instruções do técnico para perderem o jogo de propósito.
A partir daí, a Polícia Civil iniciou as investigações e ouviu depoimentos de jogadores, técnicos, dirigentes e pessoas ligadas às equipes envolvidas no jogo. As provas coletadas foram contundentes e mostraram que o técnico Luís Carlos tinha um plano elaborado para eliminar o rival da competição.
Segundo o relatório do inquérito, o treinador teria se reunido com seus jogadores antes da partida e os orientado a não se esforçarem para ganhar o jogo. Além disso, ele teria prometido uma recompensa financeira para cada atleta caso o time seguisse suas instruções.
A fraude veio à tona quando o Paysandu, que tinha uma equipe bastante competitiva, foi surpreendido pela atuação apática do Cabanos. Após a partida, inclusive alguns jogadores da equipe vencedora postaram fotos em suas redes sociais comemorando a classificação para a próxima fase do campeonato sem a menor cerimônia.
Diante das provas apresentadas, a FPF tomou uma decisão inédita e anulou a partida, além de aplicar sanções ao clube e ao técnico. O Paysandu foi declarado vencedor por W.O. e avançou para as semifinais do campeonato. Já o Cabanos foi eliminado da competição e teve seu técnico indiciado por crime de fraude desportiva.
Essa atitude do treinador causou revolta e indignação não só nos jogadores, dirigentes e torcedores do Paysandu, mas também em toda a comunidade esportiva. O futebol, que sempre foi visto como um esporte que promove valores como honestidade e fair play, foi manchado por mais um caso de manipulação de resultados.
No entanto, a atuação rápida e eficiente da Polícia e da FPF para investigar e punir os responsáveis pela fraude foi uma demonstração de que o esporte não deve ser usado como meio para alcançar benefícios pessoais. A anulação da partida e a classificação do Paysandu para as semifinais foi uma vitória não só do time, mas também da ética e da integridade no futebol.
É importante ressaltar que atitudes como essa não são isoladas e que casos de manipulação de resultados têm sido cada vez mais frequentes no futebol brasileiro. O ganho ilícito com apostas e a pressão por resultados positivos acabam sendo fatores que levam algumas pessoas a cometerem esse tipo de crime.
Por isso, é fundamental que as autoridades e as entidades esportivas estejam atentas e atuem de forma rigorosa para coibir esse tipo de prática. A punição severa, como a que foi aplicada nesse caso, é um importante instrumento para mostrar que a fraude não será tolerada e que a honestidade deve prevale



