O ano de 2020 foi marcado por um recorde de calor em todo o mundo. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a temperatura média global foi 1,2°C acima dos níveis pré-industriais, com alguns países registrando as temperaturas mais altas já registradas. Esse recorde de calor é atribuído a uma combinação de fatores, incluindo o crescimento das emissões de gases de efeito estufa e a alternância entre os fenômenos climáticos La Niña e El Niño.
Os gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, são liberados na atmosfera principalmente por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a agricultura intensiva. Esses gases atuam como uma “cobertura” ao redor da Terra, retendo o calor do sol e aumentando a temperatura do planeta. Com o aumento contínuo das emissões, a concentração desses gases na atmosfera também aumenta, causando um efeito estufa mais intenso e, consequentemente, um aumento da temperatura média global.
Além disso, a alternância entre os fenômenos climáticos La Niña e El Niño também contribuiu para o recorde de calor em 2020. Esses fenômenos são caracterizados por mudanças na temperatura da superfície do Oceano Pacífico, que afetam o clima global. Quando ocorre o La Niña, as águas do Pacífico ficam mais frias, o que pode resultar em secas e temperaturas mais altas em algumas regiões do mundo. Já o El Niño é caracterizado por águas mais quentes no Pacífico, o que pode causar inundações e tempestades em outras partes do planeta.
Em 2020, tivemos um fenômeno La Niña moderado, que contribuiu para o aumento das temperaturas em várias partes do mundo. Por exemplo, a Austrália registrou sua primavera mais quente já registrada, com temperaturas máximas médias 2,5°C acima da média. Além disso, a América do Sul também foi afetada pelo La Niña, com ondas de calor extremas e secas prolongadas em países como Brasil, Argentina e Paraguai.
No entanto, é importante ressaltar que o recorde de calor em 2020 não é um evento isolado. Nos últimos anos, temos visto um aumento constante das temperaturas globais, com 2016, 2019 e 2020 sendo os três anos mais quentes já registrados. Isso é um sinal claro de que as mudanças climáticas estão se intensificando e precisamos agir rapidamente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos do aquecimento global.
Felizmente, há esperança. Em dezembro de 2020, mais de 190 países se comprometeram a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa como parte do Acordo de Paris. Além disso, muitos países estão investindo em energias renováveis e tecnologias limpas, o que pode contribuir significativamente para a redução das emissões.
Também é importante que cada um de nós faça a sua parte. Pequenas mudanças em nossos hábitos diários, como reduzir o consumo de energia e optar por meios de transporte mais sustentáveis, podem ter um impacto positivo no meio ambiente. Além disso, pressionar governos e empresas a adotarem práticas mais sustentáveis também é fundamental.
O recorde de calor em 2020 é um alerta para a urgência de agirmos contra as mudanças climáticas. Precisamos tomar medidas concretas e imediatas para reduz




