Assim como a versão 1.3 turbo, o Duster aspirado também passou por mudanças em sua motorização. Com a chegada do câmbio automático, o modelo perdeu alguns cavalos e torque, mas ganhou em economia de combustível. Por outro lado, a versão com câmbio manual se tornou mais beberrona. Mas afinal, o que isso significa para os consumidores?
Antes de tudo, é importante entendermos o que é um motor aspirado. Diferente do turbo, que possui um sistema de sobrealimentação, o motor aspirado não conta com nenhum tipo de auxílio para aumentar sua potência. Ele funciona apenas com a força gerada pela queima do combustível dentro dos cilindros. Por isso, é comum que os motores aspirados tenham uma potência menor em relação aos turbinados.
Com a chegada da nova versão do Duster, equipada com o motor 1.3 aspirado, muitos podem se perguntar se a perda de potência é algo negativo. Mas a resposta é: depende do ponto de vista. Para aqueles que buscam um carro mais econômico, a versão aspirada é uma ótima opção. Com o câmbio automático, o modelo consegue entregar uma média de 11,3 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada, segundo dados do Inmetro. Já com o câmbio manual, a média é de 10,5 km/l na cidade e 12,5 km/l na estrada. Ou seja, a diferença não é tão significativa.
Além disso, a versão aspirada também apresenta um desempenho satisfatório. Com 116 cavalos de potência e 16,2 kgfm de torque, o Duster consegue se sair bem nas situações do dia a dia. É claro que ele não tem a mesma agilidade e força do motor turbo, mas isso não significa que seja um carro lento. Pelo contrário, o modelo consegue atender às necessidades dos motoristas com tranquilidade.
Por outro lado, para aqueles que buscam um carro mais potente e com maior desempenho, a versão turbo ainda é a melhor opção. Com 156 cavalos de potência e 25,5 kgfm de torque, o Duster turbo é capaz de entregar uma condução mais esportiva e empolgante. Além disso, o câmbio automático de seis marchas também contribui para um melhor aproveitamento da potência do motor.
É importante ressaltar que a perda de potência na versão aspirada não é algo exclusivo do Duster. Na verdade, é uma tendência que vem sendo adotada por diversas montadoras. Isso acontece por conta das normas de emissão de poluentes, que estão cada vez mais rigorosas. Para atender a essas exigências, as fabricantes precisam buscar alternativas para reduzir o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de CO2.
No caso do Duster, a escolha pelo motor aspirado foi uma estratégia da Renault para oferecer uma opção mais acessível aos consumidores. Afinal, nem todos estão dispostos a pagar a mais pela versão turbo. E é aí que entra a importância de conhecer as características e necessidades de cada cliente. Enquanto alguns preferem um carro mais econômico, outros valorizam um desempenho mais potente.
Em resumo, a versão aspirada do Duster pode ser considerada uma boa opção para aqueles que buscam um carro econômico e com um bom desempenho. Com o câmbio automático, o modelo se torna ainda mais econômico, mas perde um pouco em potência. Já para os que valorizam um desempenho mais esportivo, a versão turbo continua sendo a melhor escolha. O importante é entender suas necessidades e escolher o modelo que mais se encaixa no seu perfil.





