O Bordado de Castelo Branco é uma técnica de bordado tradicional portuguesa, caracterizada pela delicadeza e riqueza de detalhes. Originário da cidade de Castelo Branco, no centro de Portugal, este bordado tem uma história rica e uma importância cultural significativa para o país. E agora, com a aprovação da sua inscrição no Inventário Nacional do Patrimônio Cultural Imaterial (INPCI), pelo Instituto Público Património Cultural, o Bordado de Castelo Branco ganha ainda mais destaque e reconhecimento.
O despacho que oficializou a inscrição do Bordado de Castelo Branco no INPCI foi publicado hoje, no Diário da República, e representa um marco importante para a preservação e valorização desta técnica tão especial. O Instituto Público Património Cultural é responsável por identificar, valorizar e promover o património cultural do país, e a inscrição do Bordado de Castelo Branco no INPCI é um reconhecimento da sua importância para a identidade cultural portuguesa.
O Bordado de Castelo Branco é conhecido por sua delicadeza e requinte, com desenhos inspirados na natureza e na vida rural da região. As peças são bordadas à mão, utilizando principalmente o ponto de Castelo Branco, que é uma mistura de bordado a ponto de cruz e bordado a ponto de cadeia. Além disso, são utilizados materiais de alta qualidade, como linho e seda, o que confere às peças um acabamento impecável e durabilidade.
A técnica do Bordado de Castelo Branco foi passada de geração em geração, e hoje é considerada um símbolo da identidade cultural da cidade. A sua origem remonta ao século XVI, quando as mulheres de Castelo Branco começaram a bordar para complementar a renda familiar. Com o passar dos anos, o bordado ganhou reconhecimento e se tornou uma importante atividade econômica para a região.
Com a inscrição no INPCI, o Bordado de Castelo Branco passa a ser reconhecido como um património cultural imaterial de Portugal, juntando-se a outras manifestações culturais importantes, como o Fado, a Dieta Mediterrânica e o Cante Alentejano. Este reconhecimento é um importante passo para a preservação e promoção desta técnica tão especial, que é uma parte importante da história e da cultura portuguesa.
Além disso, a inscrição no INPCI também traz benefícios para a comunidade local, como a valorização do trabalho das bordadeiras e o incentivo à continuidade da tradição. Com o reconhecimento do Bordado de Castelo Branco como património cultural imaterial, espera-se que haja um aumento na procura pelas peças e um maior interesse pela técnica, o que pode impulsionar a economia da região.
É importante ressaltar que a inscrição no INPCI não é apenas um título honorífico, mas também traz responsabilidades. O Instituto Público Património Cultural tem o papel de garantir a salvaguarda e a promoção do Bordado de Castelo Branco, através de ações de divulgação, formação e preservação. Dessa forma, a técnica poderá ser transmitida às gerações futuras e continuar a encantar e encantar as pessoas com sua beleza e tradição.
A inscrição do Bordado de Castelo Branco no INPCI é uma conquista não só para a cidade de Castelo Branco, mas para todo o país. É uma forma de preservar e valorizar a nossa cultura e tradições, e de mostrar ao mundo a riqueza e diversidade do património cultural português. Que esta conquista inspire outras comunidades a valorizar e preservar as suas tradições, para que possamos continuar a celebrar a




