O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta semana de uma cúpula sobre Inteligência Artificial (IA) na Índia, onde destacou a proposta chinesa de uma governança global da tecnologia. O evento, intitulado “Cúpula Mundial sobre IA: Visão para o Futuro”, reuniu líderes políticos, empresariais e acadêmicos de diversos países para discutir os impactos e desafios da IA no mundo atual.
Durante sua participação, Lula enfatizou a importância de se debater a governança da IA em âmbito global, já que a tecnologia tem se mostrado cada vez mais presente em nossas vidas e pode trazer consequências significativas para a sociedade. Ele ressaltou a iniciativa da China de propor uma governança conjunta, envolvendo países de diferentes regiões e com diferentes níveis de desenvolvimento, como um passo importante para garantir que a IA seja utilizada de forma ética e responsável.
O ex-presidente também destacou a necessidade de se pensar em políticas públicas que garantam o acesso democrático à tecnologia, de forma a evitar a criação de uma “elite tecnológica” e a exclusão de parcelas da população. Para ele, é preciso que os governos sejam proativos na regulamentação da IA, garantindo que ela seja utilizada em benefício da sociedade e não apenas para o lucro de empresas.
Além disso, Lula ressaltou a importância da cooperação entre países para o desenvolvimento da IA. Ele defendeu que a troca de conhecimentos e experiências entre nações pode acelerar o avanço da tecnologia e promover um desenvolvimento mais equilibrado e justo. O ex-presidente também destacou a necessidade de se investir em pesquisa e desenvolvimento, para que os países em desenvolvimento não fiquem para trás nessa corrida tecnológica.
A cúpula também abordou questões como o impacto da IA no mercado de trabalho e a necessidade de se pensar em formas de garantir a empregabilidade em um cenário de automação e robotização. Lula defendeu que a tecnologia deve ser vista como uma aliada para a criação de novas oportunidades de trabalho e não como uma ameaça. Para ele, é preciso investir em capacitação e requalificação profissional para que as pessoas possam se adaptar às mudanças trazidas pela IA.
O ex-presidente também destacou a importância da ética na utilização da IA, lembrando que a tecnologia deve ser sempre utilizada em benefício da sociedade e não para a violação de direitos e liberdades individuais. Ele ressaltou que a governança global da IA deve incluir mecanismos de controle e transparência, para garantir que os algoritmos utilizados sejam justos e não reproduzam preconceitos e discriminações.
A participação de Lula na cúpula foi bem recebida pelos demais participantes, que elogiaram sua visão crítica e propositiva sobre a governança da IA. O ex-presidente foi aplaudido de pé ao final de seu discurso, demonstrando a importância de sua voz no debate sobre o futuro da tecnologia.
Em tempos de avanços tecnológicos acelerados, é fundamental que líderes políticos e sociais estejam atentos e engajados na discussão sobre a governança da IA. A proposta chinesa, destacada por Lula, é um importante passo nessa direção e deve ser considerada por outros países. É preciso que haja uma cooperação global para garantir que a IA seja utilizada de forma ética, responsável e em benefício de toda a sociedade.





