O equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública são temas que estão constantemente em debate no cenário político-econômico. Muitas vezes, é visto como algo que deve ser priorizado acima de qualquer outra questão, já que afeta diretamente o desenvolvimento do país. No entanto, é importante lembrar que, além disso, existem outras preocupações igualmente importantes, como a assistência às pessoas em situações de emergência e a reconstrução e recuperação da atividade econômica.
Recentemente, o economista Joaquim Miranda Sarmento, em uma conferência realizada em Bruxelas, enfatizou a importância de equilibrar esses dois aspectos. Para ele, é fundamental manter o equilíbrio das contas públicas e reduzir a dívida do país, mas também é necessário atender às pessoas em momentos de crise e ajudá-las a se recuperarem economicamente.
Em tempos de incertezas econômicas e políticas, é comum que a atenção se volte para a estabilidade financeira do país. No entanto, é importante lembrar que por trás de números e gráficos, existem pessoas que estão lidando com situações difíceis e que precisam de apoio para se reerguerem. É justamente nesse momento que o governo deve agir, buscando um equilíbrio entre manter as contas em dia e, ao mesmo tempo, auxiliar a população em necessidade.
No caso de emergências, como recentemente a pandemia do COVID-19, é fundamental que haja uma rápida e efetiva resposta do governo. Sabemos que a crise afetou fortemente a economia de diversos países, causando um impacto significativo nas finanças públicas. No entanto, também é inegável que muitas pessoas perderam seus empregos, empresas faliram e famílias inteiras ficaram em situações financeiras precárias. Nesses momentos, é indispensável que haja uma assistência governamental para ajudar a população a superar essa situação.
Além disso, após a fase de emergência, é preciso pensar na reconstrução econômica e na recuperação da atividade produtiva. Muitas empresas foram forçadas a fechar suas portas temporariamente ou definitivamente e, nesse cenário, é fundamental que o Estado tenha medidas em vigor para auxiliá-las a se reerguerem. Afinal, é a atividade econômica que gera empregos e movimenta a economia, e sem ela, o país não pode se desenvolver.
Nessa reconstrução, é importante que haja uma atenção especial às pequenas e médias empresas, já que são elas que mais sofrem com as crises econômicas. O governo pode adotar medidas como redução de impostos, facilitação de linhas de crédito e incentivos fiscais, de forma a estimular a retomada dos negócios e a criação de empregos.
É importante lembrar também que essa assistência não deve ser apenas por um curto período de tempo, mas sim de forma contínua, até que a economia se recupere completamente. Além disso, é necessário que haja uma fiscalização eficiente para garantir que os recursos públicos destinados à reconstrução e recuperação econômica sejam utilizados de forma correta e transparente.
Nesse sentido, o economista Joaquim Miranda Sarmento destaca a importância de um equilíbrio entre a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social. Afinal, não é possível ter uma saúde econômica sólida sem uma sociedade saudável e vice-versa. É preciso compreender que essas duas áreas se complementam e devem ser igualmente priorizadas pelo governo.
Portanto, é fundamental que os líderes políticos e econômicos entendam a importância de manter o equ





