De acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI), os Jogos Olímpicos são um evento que promove a união e a paz entre os povos, além do desenvolvimento físico, mental e cultural dos atletas. Porém, recentemente, uma nova diretriz foi estabelecida pelo COI, que pode gerar polêmica e consequências para os esportistas: a proibição de participação dos Jogos caso o atleta se recuse a cumprir as diretrizes do Comitê sobre a expressão dos atletas.
Essa nova diretriz tem como objetivo garantir que os Jogos Olímpicos sejam um ambiente de respeito e tolerância, onde todos os atletas possam competir em igualdade de condições, independentemente de sua origem, gênero, orientação sexual, religião ou qualquer outra característica. O COI acredita que os Jogos devem ser um espaço livre de qualquer tipo de discriminação ou manifestação política.
A decisão do COI foi tomada após diversos casos de atletas que utilizaram as Olimpíadas como plataforma para expressar suas opiniões políticas. Em 1968, durante os Jogos de Cidade do México, os atletas Tommie Smith e John Carlos, medalhistas nos 200 metros rasos, fizeram um protesto silencioso ao subir no pódio e levantar os punhos cerrados, em apoio ao movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Esse ato gerou grande repercussão e resultou na suspensão dos dois atletas pelo COI.
Mais recentemente, nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016, a nadadora australiana Mack Horton se recusou a dividir o pódio com o chinês Sun Yang, que havia sido flagrado em um exame antidoping. Essa atitude foi considerada como uma manifestação política pelo COI e resultou em uma advertência para a atleta.
Com base nesses casos e em outros que ocorreram em edições anteriores dos Jogos, o COI decidiu estabelecer essa nova diretriz, que visa preservar a integridade e a essência dos Jogos Olímpicos. A partir de agora, os atletas que desejarem competir nas Olimpíadas deverão assinar uma declaração onde se comprometem a seguir as diretrizes do COI sobre a expressão dos atletas. Caso descumpram essa regra, poderão ser suspensos e até mesmo proibidos de participar de futuras edições dos Jogos.
É importante ressaltar que essa medida não tem como objetivo limitar a liberdade de expressão dos atletas, mas sim garantir que a competição seja focada no esporte e não em questões políticas. O COI acredita que os Jogos Olímpicos são uma oportunidade única para promover a paz e a união entre os povos, e que a manifestação política individual pode prejudicar esse objetivo.
Além disso, o COI também tem se empenhado em promover a diversidade e a inclusão nos Jogos Olímpicos. Em 2014, foi criada a Agenda Olímpica 2020, que tem como objetivo aumentar a representatividade feminina nos Jogos e combater qualquer tipo de discriminação. Com a nova diretriz, o COI reforça seu compromisso em promover a igualdade e a tolerância nos Jogos.
A decisão do COI gerou opiniões divergentes entre os atletas. Alguns acreditam que a proibição de manifestações políticas é uma forma de censura e limita a liberdade de expressão dos atletas. Porém, outros apoiam a medida, alegando que os Jogos Olímpicos devem ser um espaço neutro e que as manifestações políticas podem gerar conflitos e desviar o foc

