No dia 25 de maio de 2019, durante uma manifestação em São Paulo contra os cortes na educação, um carro oficial do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi danificado. O veículo, que estava estacionado em frente à sede do Ministério da Educação, teve seu para-brisa quebrado e a lataria amassada. Na época, a imprensa noticiou que o responsável pelo ato seria um militante do Partido da Causa Operária (PCO).
No entanto, quase dois anos depois, a Justiça Federal absolveu o militante do PCO da acusação de danificar o carro oficial de Ricardo Salles. A decisão foi tomada pelo juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que considerou que não havia provas suficientes para condenar o acusado.
O caso ganhou grande repercussão na época, principalmente por envolver um ministro do governo Bolsonaro e um partido de oposição. O militante do PCO, que é estudante de história da Universidade de São Paulo (USP), foi preso em flagrante no dia do ocorrido e ficou detido por quatro dias. Ele foi solto após a Justiça conceder um habeas corpus.
Durante o processo, a defesa do militante apresentou imagens de câmeras de segurança que mostravam que ele não estava presente no momento em que o carro foi danificado. Além disso, testemunhas também confirmaram que ele não participou do ato de vandalismo. Diante disso, o juiz Ali Mazloum concluiu que não havia provas suficientes para condenar o acusado e decidiu pela sua absolvição.
A decisão da Justiça Federal foi recebida com alívio pelo militante do PCO e seus familiares, que sempre afirmaram sua inocência. Em entrevista à imprensa, ele declarou: “Foi um alívio muito grande receber essa notícia. Eu sempre acreditei na minha inocência e agora a Justiça confirmou isso. Foi um período muito difícil, mas estou feliz por poder seguir em frente”.
O advogado do militante, que também é membro do PCO, destacou que a absolvição é uma vitória para a luta política e para a democracia. Ele ressaltou que a acusação foi uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e a oposição ao governo Bolsonaro. “Essa decisão mostra que a Justiça não pode ser usada como instrumento de perseguição política. A verdade prevaleceu e a inocência do meu cliente foi comprovada”, afirmou o advogado.
O caso também gerou debates sobre a criminalização dos movimentos sociais e a liberdade de manifestação. Para muitos, a acusação contra o militante do PCO foi uma tentativa de intimidar e silenciar as vozes contrárias ao governo. A absolvição é vista como uma vitória para a liberdade de expressão e para a democracia.
Além disso, a decisão da Justiça Federal também levanta questionamentos sobre a atuação do Ministério Público, que ofereceu a denúncia contra o militante mesmo sem provas suficientes. Para alguns juristas, o caso evidencia a necessidade de uma maior responsabilização dos promotores e procuradores em casos como esse.
Em resumo, a absolvição do militante do PCO acusado de danificar o carro oficial de Ricardo Salles é uma vitória para a justiça e para a democracia. A decisão da Justiça Federal mostra que a verdade prevaleceu e que a tentativa de criminalizar os movimentos sociais não pode ser tolerada. Que esse caso sirva de exemplo para que a liberdade de manifestação e a luta política sejam respeitadas em nosso país.




