Cidades do Ceará e Minas Gerais iniciam vacinação contra dengue com dose única
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma crescente epidemia de dengue, causada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas em 2019, foram registrados mais de 1,5 milhão de casos da doença em todo o país. Diante dessa realidade, governos e órgãos de saúde têm buscado formas de combater e prevenir a dengue, e uma das medidas adotadas tem sido a vacinação em massa da população.
Nesse contexto, os estados do Ceará e Minas Gerais se destacam por serem os primeiros a iniciarem a vacinação contra a dengue com dose única no Brasil. A ação, que conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), tem como objetivo imunizar a população dessas regiões e, consequentemente, reduzir os casos da doença.
No Ceará, a vacinação teve início no dia 1º de dezembro de 2019, em 30 municípios prioritários, que abrangem cerca de 5 milhões de pessoas. Segundo o secretário da Saúde do estado, Dr. Cabeto, a estratégia é alcançar até 80% da população nessas cidades, o que corresponde a aproximadamente 4 milhões de pessoas. A vacinação será realizada em três etapas, com intervalo de seis meses entre cada uma, a fim de garantir a eficácia da imunização.
Já em Minas Gerais, a vacinação começou em janeiro deste ano, nos municípios de Sabará, Nova Lima, Mateus Leme e Juatuba, que integram a área de abrangência da Regional de Saúde de Belo Horizonte. A expectativa é que cerca de 255 mil pessoas sejam vacinadas nessa primeira fase. A partir de fevereiro, a ação será estendida para outras 40 cidades prioritárias do estado. A previsão é que até o final do ano, mais de 6 milhões de mineiros tenham sido imunizados.
A vacina utilizada nessas campanhas é a Dengvaxia, desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Ela é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já foi testada em mais de 40 mil pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil. A Dengvaxia tem eficácia comprovada de 66%, ou seja, a cada 100 pessoas vacinadas, 66 estarão protegidas contra os quatro tipos de vírus da dengue.
A vacina é aplicada em dose única e é destinada a pessoas entre 9 e 45 anos de idade. Ela é contraindicada para gestantes, pessoas imunossuprimidas e alérgicas a algum componente da vacina. Os efeitos colaterais mais comuns são dor no local da aplicação, febre e dor de cabeça, que geralmente são leves e passageiros.
Além da vacinação, é importante ressaltar a necessidade de medidas de prevenção, como a eliminação de possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Por isso, é fundamental que a população colabore e mantenha seus quintais e ambientes livres de recipientes que possam acumular água.
Os impactos da vacinação contra a dengue com dose única são incalculáveis. Além de reduzir os casos da doença, a medida também traz benefícios econômicos significativos, já que o tratamento da dengue demanda recursos e afeta a produtividade da população. Além disso
