O Brasil e a China são duas potências econômicas que estão em constante relacionamento comercial. Nos últimos anos, o gigante asiático tem se destacado como o principal destino das exportações brasileiras e também a principal fonte de nossas importações. No entanto, ainda há uma grande discrepância entre os valores dessas trocas, mostrando que o Brasil está longe de se tornar um parceiro igualitário da China.
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a China é responsável por cerca de 30% de todas as importações do Brasil. No ano de 2020, por exemplo, o país asiático foi destino de mais de 35 bilhões de dólares em produtos brasileiros. A importância da China para a economia brasileira é inegável e vem crescendo cada vez mais ao longo dos anos.
Por outro lado, as exportações brasileiras para a China não alcançam nem metade desse valor. Em 2020, exportamos apenas 30 bilhões de dólares para o país asiático. Isso significa que, apesar de sermos um dos principais fornecedores de commodities para o mercado chinês, ainda exportamos muitos produtos de baixo valor agregado e pouco diversificados. Enquanto a China é responsável por nossa energia, tecnologia e bens manufaturados, nós nos limitamos a enviar matérias-primas e produtos agrícolas.
Essa assimetria comercial coloca o Brasil em uma posição de vulnerabilidade. A dependência de nossas exportações para a China nos deixa suscetíveis às flutuações do mercado chinês. Além disso, a falta de diversificação em nossas exportações também nos torna menos competitivos em relação a outros países que possuem uma maior variedade de produtos.
Outro fator que contribui para essa discrepância é o desequilíbrio na relação de investimentos entre os dois países. Enquanto a China é um dos maiores investidores estrangeiros no Brasil, os investimentos brasileiros na China são muito tímidos. Isso gera uma dependência econômica ainda maior da China, já que muitas empresas brasileiras são controladas por investidores chineses.
No entanto, é importante ressaltar que a China tem sido um grande parceiro econômico do Brasil durante a pandemia de Covid-19. Enquanto muitos países fechavam suas fronteiras e reduziam suas importações, a China continuou comprando produtos brasileiros. Isso foi fundamental para manter nossa economia em funcionamento e evitar uma crise ainda maior.
Além disso, a China tem sido um importante parceiro tecnológico do Brasil. O país asiático tem sido responsável por grande parte dos investimentos em infraestrutura no Brasil, incluindo a construção de portos, estradas e aeroportos. Com isso, temos a oportunidade de modernizar nossas estruturas e aumentar nossa competitividade no mercado global.
Para diminuir a dependência do Brasil em relação à China, é necessário investir em uma maior diversificação de produtos exportados. É preciso incentivar a produção de bens de maior valor agregado e estimular a exportação de produtos com maior valor tecnológico. Além disso, é importante que o Brasil também invista em outros mercados, ampliando seus parceiros comerciais e reduzindo a dependência em relação à China.
É importante ressaltar que a relação comercial entre Brasil e China é benéfica para os dois países. A China é um importante parceiro comercial e tem contribuído para o crescimento da economia brasileira. No entanto, é necessário ampliar essa parceria de forma equilibrada e com maior diversificação, reduzindo a dependência e aumentando nossa competitividade.
Em suma, a China é um gigante que exerce grande influência na economia mundial. O país asiático tem sido um importante parceiro do Brasil, mas é necessário buscar uma maior igualdade nessa relação. Com

