A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quinta-feira (8) que os times Vitória-BA e Mixto-MS irão participar da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol deste ano. A decisão foi tomada após as desistências de Fortaleza e Real Brasília, que abriram mão de suas vagas na competição.
Segundo a CBF, o desempenho recente das equipes na segunda divisão foi determinante para o preenchimento das vagas. O time baiano e o sul-matogrossense encerraram a Série A2 do ano passado em quinto e sexto lugares, respectivamente.
Essa notícia é um grande incentivo para o futebol feminino no Brasil, que vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço. A inclusão de mais dois times na Série A1 do Brasileirão é mais uma prova de que o futebol feminino está em constante evolução e conquistando seu espaço no cenário esportivo nacional.
Vale ressaltar que, apesar das desistências de Fortaleza e Real Brasília, a temporada passada foi marcada por grandes conquistas no futebol feminino brasileiro. O Fortaleza, por exemplo, teve um desempenho histórico e conquistou o acesso à Série A1 do Brasileirão pela primeira vez em sua história. Além disso, as Leoas, como são conhecidas as jogadoras do time feminino do Fortaleza, também foram campeãs cearenses e venceram a primeira edição da Copa Maria Bonita, que reuniu nove equipes do Nordeste.
Infelizmente, mesmo com esses resultados expressivos, o Fortaleza anunciou o encerramento das atividades do futebol feminino em todas as categorias, por determinação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube justificou a decisão por conta da restrição orçamentária e da incapacidade financeira para manter a modalidade.
É triste ver um time que teve um desempenho tão brilhante ser obrigado a encerrar suas atividades no futebol feminino. Porém, é importante destacar que essa é uma realidade que ainda é enfrentada por muitos clubes no Brasil. A falta de investimento e de estrutura adequada ainda são grandes obstáculos para o crescimento do futebol feminino no país.
A desistência do Real Brasília, outro time tradicional do futebol feminino brasileiro, também foi motivada por questões financeiras. O clube perdeu seu patrocinador master, o Banco de Brasília, e anunciou sua saída da competição no último dia de 2025. É lamentável ver que, mesmo com as conquistas e o crescimento do futebol feminino, ainda há uma grande dependência de patrocínios para a manutenção das equipes.
No entanto, apesar desses obstáculos, é importante ressaltar que o futebol feminino vem ganhando cada vez mais visibilidade e apoio no Brasil. A inclusão de mais dois times na Série A1 do Brasileirão é um reflexo desse crescimento e mostra que a modalidade está em constante evolução.
Além disso, é preciso destacar que a CBF tem tomado medidas importantes para o fortalecimento do futebol feminino no país. Em 2019, a entidade anunciou a criação da Liga de Futebol Feminino, que tem como objetivo principal a organização e o desenvolvimento da modalidade no Brasil. A criação da Liga é um passo importante para a profissionalização do futebol feminino e para a garantia de melhores condições para as jogadoras.
Outra medida importante foi a igualdade de premiação entre os campeões do Brasileirão Feminino e do Masculino. A partir deste ano, os





