De acordo com o Plano Decenal de Energia divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, o Brasil está prestes a dar um grande salto rumo à sustentabilidade energética. Em 2024, mais da metade da energia consumida no país será proveniente de fontes limpas, como a energia solar, eólica e biomassa. Isso representa uma conquista significativa para o nosso país e um exemplo para o mundo, mostrando que é possível ter um desenvolvimento econômico aliado à preservação do meio ambiente.
O cenário energético brasileiro sempre foi marcado pela predominância de fontes não renováveis, como os combustíveis fósseis. No entanto, nos últimos anos, o Brasil tem se destacado internacionalmente como referência em energias limpas. Somos o segundo maior produtor de energia eólica do mundo, atrás apenas da China, e estamos em quinto lugar na geração de energia solar. Além disso, somos líderes mundiais na produção de biocombustíveis, como o etanol.
Mas por que essa mudança é tão importante? Primeiramente, a utilização de fontes limpas de energia é fundamental para a preservação do meio ambiente. Ao contrário dos combustíveis fósseis, que emitem gases poluentes e contribuem para o aquecimento global, as energias renováveis são limpas e não causam impactos negativos ao nosso planeta. Isso é ainda mais relevante em um momento em que a preocupação com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais tem se tornado cada vez mais urgente.
Além disso, a diversificação das fontes de energia traz benefícios econômicos e sociais para o país. A produção de energia solar e eólica, por exemplo, é descentralizada e pode ser facilmente instalada em áreas remotas, gerando empregos e renda para essas regiões. Isso contribui para a redução das desigualdades sociais e para o desenvolvimento de diversas comunidades. Além disso, a utilização de fontes limpas reduz a dependência de combustíveis importados, fortalecendo a economia nacional.
Outro ponto importante é que esse aumento na participação de fontes limpas na matriz energética brasileira também está diretamente ligado à queda no preço da energia. Como essas fontes não dependem de combustíveis fósseis, que são altamente voláteis, os custos de produção tendem a ser mais estáveis, o que se reflete na conta de energia dos consumidores.
Para alcançar a meta de mais da metade da energia consumida proveniente de fontes limpas até 2024, o governo brasileiro tem investido em políticas públicas que incentivam a produção de energias renováveis. O Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica, por exemplo, permite que os consumidores possam gerar a própria energia, seja por meio de painéis solares ou turbinas eólicas, e vender o excedente para a rede elétrica. Isso estimula a utilização de fontes limpas e também gera renda para os consumidores.
Além disso, o Brasil também tem atraído investimentos internacionais para o setor de energias renováveis. Grandes empresas têm se instalado no país, impulsionando a produção e gerando empregos. Esses investimentos são reflexo do potencial do Brasil nesse mercado e da sua posição de destaque no cenário mundial.
No entanto, ainda há desafios a serem superados. Um dos principais é a necessidade de investimentos em infraestrutura, como linhas de transmissão de energia, para viabilizar a expansão da produção de fontes limpas. Além disso, é necessário que haja uma maior conscientização da população sobre a importância e os benefícios das energias renováveis, afinal, a mudança de hábitos de consumo também





