A música é uma forma de arte que transcende barreiras culturais e conecta pessoas de diferentes partes do mundo. E é exatamente isso que a Orquestra Indígena do Brasil e a Associação de Bandolins da Madeira estão fazendo ao se unirem para promover dois concertos na região autónoma no fim de semana. O projeto intitulado “Arapy Aguaçu – Sinfonia Entre Dois Mundos” busca unir as culturas indígena e portuguesa através da música, proporcionando um espetáculo único e emocionante.
O primeiro concerto acontecerá no Funchal, no sábado, dia 18 de setembro, no Teatro Municipal Baltazar Dias. Já o segundo concerto será no domingo, dia 19 de setembro, em Machico, no Centro de Congressos da Madeira. Ambos os concertos terão início às 21h e prometem encantar o público com uma mistura de ritmos e melodias.
A Orquestra Indígena do Brasil é formada por músicos das tribos Guarani-Kaiowá, Terena e Kadiwéu, e tem como objetivo preservar e difundir a cultura musical indígena. Com instrumentos tradicionais, como o maracá, o violão e a flauta de bambu, o grupo apresenta um repertório que mescla músicas tradicionais com composições próprias, trazendo à tona a riqueza e diversidade da cultura indígena brasileira.
Já a Associação de Bandolins da Madeira é uma referência na música portuguesa, tendo sido fundada em 1980 com o objetivo de promover e divulgar o bandolim, instrumento típico da região. Com mais de 40 anos de história, o grupo é formado por músicos experientes e talentosos, que se dedicam à preservação e valorização da música madeirense.
A união desses dois grupos musicais resulta em um espetáculo único, que promete encantar o público com uma fusão de sons e culturas. O projeto “Arapy Aguaçu – Sinfonia Entre Dois Mundos” é uma iniciativa da Orquestra Indígena do Brasil em parceria com a Associação de Bandolins da Madeira, e conta com o apoio do Governo Regional da Madeira e da Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul.
Além dos concertos, o projeto também inclui oficinas musicais ministradas pelos músicos da Orquestra Indígena do Brasil, que serão realizadas nas escolas da região. O objetivo é levar a cultura indígena para os jovens e despertar neles o interesse pela música e pela preservação das tradições.
O presidente da Associação de Bandolins da Madeira, João Luís Sousa, destaca a importância desse intercâmbio cultural: “É uma honra para nós recebermos a Orquestra Indígena do Brasil em nossa região e poder compartilhar experiências musicais. Essa troca de conhecimentos é enriquecedora e nos permite valorizar ainda mais a diversidade cultural”.
Já o líder da Orquestra Indígena do Brasil, Amilton Justino, ressalta a importância de levar a cultura indígena para outros países: “Nós, indígenas, temos uma riqueza cultural imensa e é muito gratificante poder compartilhar isso com o mundo. A música é uma forma de expressão universal e através dela podemos mostrar nossa identidade e lutar pela preservação de nossas tradições”.
Os concertos da Orquestra Indígena do Brasil e da Associação de Bandolins da Madeira prometem ser uma experiência única e inesquecível, unindo as culturas do Brasil e de Portugal em um espetáculo emocionante. Os ingressos já estão à venda e podem ser




