No dia 13 de agosto de 2015, a cidade de Osasco, localizada na região metropolitana de São Paulo, foi palco de uma das maiores chacinas da história recente do Brasil. 19 jovens foram brutalmente assassinados por policiais militares em uma suposta vingança pela morte de um policial e um guarda-civil. Hoje, 10 anos após essa tragédia, familiares e movimentos sociais se unem para lembrar e exigir justiça por essas vidas perdidas.
A chacina de Osasco deixou marcas profundas na comunidade e na sociedade brasileira. Jovens negros, moradores de periferia, foram alvos da violência policial de forma cruel e injustificada. Segundo relatos de testemunhas, os policiais chegaram atirando indiscriminadamente em bares, ruas e até mesmo em uma lan house, onde os jovens estavam reunidos.
A justificativa dada pelos policiais para esses assassinatos foi a morte do policial militar Fabrício Emmanuel Eleutério, ocorrida horas antes da chacina. Segundo a versão oficial, os jovens teriam envolvimento com o tráfico de drogas e seriam responsáveis pelo assassinato do policial. No entanto, até hoje não há provas concretas que comprovem essa ligação e muitos acreditam que os jovens foram mortos como vingança pela morte do colega de profissão.
Mas o que realmente aconteceu naquela noite de terror em Osasco? Essa é uma pergunta que ainda não foi respondida e que causa indignação e revolta nos familiares e amigos das vítimas. Além dos 19 jovens mortos, outras 7 pessoas ficaram feridas e muitas famílias foram desestruturadas. A dor e o luto ainda são presentes na vida de quem perdeu um ente querido nessa tragédia.
Porém, a luta por justiça e memória desses jovens não é feita apenas pelos familiares. Movimentos sociais, como o Movimento Negro Unificado (MNU), a Central Única das Favelas (CUFA) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), também se mobilizam para manter viva a memória desses jovens e exigir que os responsáveis pelos assassinatos sejam julgados e punidos.
Nesses 10 anos, foram realizados diversos atos, manifestações e vigílias em homenagem às vítimas da chacina de Osasco. Além disso, foram feitas denúncias e pressões para que o caso seja investigado de forma rigorosa e que haja punição para os culpados. No entanto, até o momento, apenas um policial foi condenado e cumpre pena em regime semiaberto.
A luta por justiça e memória também se estende para a busca por políticas públicas que combatam o racismo e a violência policial nas periferias. Afinal, a chacina de Osasco não foi um caso isolado, mas sim um reflexo de um sistema opressor que mata diariamente jovens negros nas periferias do Brasil. É preciso enfrentar o racismo estrutural e garantir que a vida desses jovens tenha valor e seja respeitada.
Ainda que a dor e a indignação sejam presentes, o ato realizado pelos familiares e movimentos sociais para lembrar os 10 anos da chacina de Osasco foi marcado por muita luta, resistência e esperança. Mais do que uma homenagem, esse ato é uma forma de manter viva a memória desses jovens e de reafirmar a importância de continuar lutando por justiça e por um futuro mais justo e igualitário.
É necessário que a sociedade brasileira se una e apoie essa luta por justiça e memória. Não podemos permitir



