A recente decisão do governo dos Estados Unidos de retirar-se do acordo nuclear com o Irã não foi bem recebida por diversos países ao redor do mundo. Desde a Alemanha, um dos aliados mais fiéis dos EUA, até a China, que denunciou as “ações perigosas” dos americanos, a medida provocou condenação e preocupação em diversas nações.
A Alemanha, que tem uma forte relação com os EUA há décadas, foi uma das primeiras a se pronunciar sobre a decisão. A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou sua preocupação e afirmou que a retirada dos EUA do acordo pode levar a uma maior instabilidade na região do Oriente Médio. Além disso, Merkel afirmou que a Alemanha continuará comprometida com o acordo e buscará manter o diálogo com o Irã.
Outro país que se manifestou contra a decisão dos EUA foi a França. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a retirada americana é um “erro” e que a França, juntamente com o Reino Unido e a Alemanha, continuará comprometida com o acordo. Macron também expressou sua preocupação com a possibilidade de que a decisão dos EUA possa levar a uma corrida armamentista na região.
A China, um dos principais parceiros comerciais do Irã, também condenou a decisão dos EUA. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, afirmou que a medida dos americanos é “uma violação do direito internacional” e que a China continuará a manter relações normais com o Irã. Além disso, a China pediu que todas as partes envolvidas no acordo continuem comprometidas com o mesmo.
A Rússia, outro país que faz parte do acordo nuclear, também se pronunciou sobre a decisão dos EUA. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que a retirada americana é “trágica” e que a Rússia continuará comprometida com o acordo. Além disso, Lavrov afirmou que a Rússia está disposta a trabalhar com outros países para manter o acordo em vigor.
O Reino Unido, outro aliado tradicional dos EUA, também criticou a decisão americana. A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que a retirada dos EUA é “profundamente decepcionante” e que o Reino Unido continuará comprometido com o acordo. Além disso, May afirmou que o acordo é a melhor maneira de evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.
Além dos países citados acima, diversos outros também se manifestaram contra a decisão dos EUA. A União Europeia, que também faz parte do acordo, afirmou que a retirada americana é “uma questão de segurança europeia” e que os europeus continuarão a apoiar o acordo. O Canadá, outro aliado dos EUA, também expressou sua preocupação e afirmou que continuará a trabalhar com outros países para manter o acordo em vigor.
Por outro lado, Israel e a Arábia Saudita, dois dos principais inimigos do Irã, apoiaram a decisão dos EUA. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a retirada dos EUA é “uma decisão valente” e que o Irã é o “maior patrocinador do terrorismo no mundo”. Já o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, afirmou que o Irã “não tem o direito de enriquecer urânio”.
Apesar das diferentes opiniões sobre a decisão dos EUA, uma coisa é certa: a retirada dos americanos do acordo nuclear com o Irã pode ter consequências graves para a região do Oriente Médio e para o mundo.




