O Horse Economic Forum é um evento anual que reúne especialistas e profissionais do setor equestre para discutir e debater sobre o mercado dos cavalos. Neste ano, o fórum acontece nesta sexta e sábado, em Alter do Chão, e trouxe para a mesa um tema importante: o estudo sobre as exportações de cavalos vivos em Portugal.
O estudo apresentado revela que, apesar dos bons resultados no setor, houve uma queda nas exportações de cavalos vivos em 2023, resultando em uma diminuição da quota de Portugal nesse mercado, que passou para 0,46%. Mas, antes de nos preocuparmos, é importante entendermos o contexto e os motivos por trás desses números.
De acordo com os especialistas, a pandemia da Covid-19 teve um impacto significativo nas exportações de cavalos vivos em todo o mundo. Com o fechamento das fronteiras e as restrições de transporte, muitos países tiveram que interromper suas atividades comerciais. Além disso, a incerteza econômica e a queda no poder aquisitivo dos compradores também afetaram o mercado.
No entanto, apesar desses desafios, o setor equestre português conseguiu se manter resiliente e apresentar bons resultados. Segundo o estudo, as exportações totais de cavalos vivos em Portugal tiveram um aumento de 5,7% em comparação com o ano anterior. Esse crescimento, ainda que modesto, é uma prova da força e da qualidade dos cavalos portugueses.
Além disso, o estudo aponta que a maioria dos cavalos exportados foram para países da União Europeia e que o valor médio das exportações foi de 2.500 euros por animal. Isso mostra que Portugal está conseguindo manter uma boa posição no mercado europeu de cavalos vivos, mesmo em tempos difíceis.
O presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Cavalos Puro Sangue Lusitano, António Costa Cabral, enfatiza a importância da qualidade dos cavalos portugueses no mercado internacional: “Os nossos cavalos são reconhecidos e muito valorizados em todo o mundo. Eles são excelentes em competições de equitação, corridas e até mesmo em espetáculos, o que torna Portugal um país bastante procurado nesse setor”.
O estudo também destaca que, além das exportações de cavalos vivos, Portugal tem uma forte presença no mercado de reprodução equina, sendo um dos principais fornecedores de esperma e embriões para outros países. Isso comprova a excelência da genética dos cavalos portugueses e a sua contribuição para o melhoramento da qualidade dos animais em todo o mundo.
Com a retomada gradual das atividades comerciais e a reabertura das fronteiras, é esperado que as exportações de cavalos vivos em Portugal voltem a crescer nos próximos anos. E, para isso, os especialistas acreditam que é necessário investir na promoção do setor equestre português, mostrando ao mundo a qualidade e a diversidade dos nossos cavalos.
É importante ressaltar que, além do impacto econômico, as exportações de cavalos vivos também trazem benefícios para a reputação e a valorização dos cavalos portugueses no cenário internacional. Isso é fundamental para a sustentabilidade e o desenvolvimento contínuo do setor equestre em Portugal.
Portanto, mesmo diante dos desafios apresentados pelo estudo, é preciso olhar para o futuro com otimismo e continuar investindo no potencial dos nossos cavalos. Com a qualidade e a dedicação dos criadores e profissionais do setor, temos a certeza de que as exportações de cavalos vivos em Portugal voltarão a crescer e a nossa posição no mercado será




