A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) alertou recentemente para os possíveis efeitos negativos da limitação de horários no comércio, como pretendia uma iniciativa chumbada no Parlamento. De acordo com a APCC, essa medida poderia potenciar o crescimento das compras em plataformas online, como a Temu e a Shein. A associação defende que a diversidade e a dinâmica do comércio físico são fundamentais para a economia do país e que é importante garantir a competitividade do setor.
A proposta de limitar o horário de funcionamento do comércio foi apresentada por um grupo de deputados e tinha como objetivo reduzir a jornada de trabalho dos funcionários e promover um melhor equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. No entanto, a APCC alertou para as consequências que essa medida poderia ter no setor do comércio, que já foi fortemente impactado pela pandemia da Covid-19.
Segundo a associação, a limitação de horários poderia levar os consumidores a optarem pelas compras em plataformas online, que funcionam 24 horas por dia. Isso poderia prejudicar gravemente o comércio físico, que já enfrenta dificuldades para se manter competitivo com o crescimento do comércio eletrônico. Além disso, a APCC destacou que essa medida poderia ter um impacto negativo na criação e manutenção de empregos no setor.
A APCC ressaltou que os centros comerciais são espaços de convívio e lazer, além de serem importantes geradores de emprego e renda. Com horários limitados, esses espaços perderiam parte de sua função e poderiam até mesmo ser prejudicados em sua rentabilidade. Além disso, os consumidores também seriam afetados, pois teriam menos opções de horários para realizar suas compras.
A associação também destacou que o comércio físico é fundamental para a economia do país, representando uma grande parcela do PIB e gerando milhares de empregos diretos e indiretos. Portanto, é importante garantir a competitividade desse setor, especialmente em um momento em que a economia precisa se recuperar dos impactos da pandemia.
A APCC defende que é possível conciliar as necessidades dos funcionários com a manutenção da dinâmica do comércio. A associação sugere que os horários de trabalho sejam flexibilizados, permitindo que os funcionários tenham mais opções de horários e, ao mesmo tempo, garantindo que o comércio possa funcionar de forma eficiente e competitiva.
Além disso, a APCC destaca que os centros comerciais têm adotado medidas de segurança e higiene rigorosas para garantir a saúde e bem-estar de funcionários e consumidores durante a pandemia. Essas medidas incluem a limitação do número de pessoas nos espaços, o uso obrigatório de máscaras e a disponibilização de álcool em gel em diversos pontos.
Em suma, a Associação Portuguesa de Centros Comerciais acredita que é fundamental manter a dinâmica e a competitividade do comércio físico, especialmente em um momento de crise econômica. Limitar horários de funcionamento pode ter consequências graves para o setor e para a economia como um todo. A associação sugere que outras medidas sejam adotadas para garantir o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos funcionários, sem prejudicar o funcionamento do comércio.




