Portugal, um país conhecido por suas belas paisagens, rica cultura e deliciosa gastronomia, também tem se destacado no cenário internacional por suas políticas progressistas e comprometimento com questões ambientais e de saúde pública. No entanto, recentemente, o país ficou de fora de um grupo de 15 países que pediram à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para atualizar a diretiva sobre taxação de produtos tabágicos. Apesar de estar envolvido no processo, Portugal não subscreveu a carta por estar em governo de gestão, mas o assunto será retomado na próxima legislatura.
A diretiva sobre taxação de produtos tabágicos foi adotada em 2011 e tem como objetivo principal reduzir o consumo de tabaco na União Europeia (UE) através de medidas fiscais. No entanto, desde então, muitos avanços foram feitos no campo da saúde pública e novas evidências científicas mostram a necessidade de uma atualização na diretiva. Por isso, um grupo de 15 países, liderados pela França, enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia pedindo uma ação imediata para atualizar a diretiva.
Entre os países que assinaram a carta estão a Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Suécia, que juntos representam mais de 70% da população da UE. No entanto, Portugal não está entre eles, o que gerou certa preocupação entre os defensores da saúde pública e do meio ambiente. O país é conhecido por ter uma das taxas mais altas de tabagismo na UE, com cerca de 20% da população fumando regularmente. Além disso, o tabagismo é responsável por cerca de 12 mil mortes por ano em Portugal, o que representa um grande impacto na saúde pública e nos custos do sistema de saúde.
A ausência de Portugal na carta enviada à presidente da Comissão Europeia se deve ao fato de que o país está atualmente em governo de gestão, após as eleições legislativas de outubro de 2019. Isso significa que o governo atual não tem poder para tomar decisões políticas importantes, como a assinatura de tratados internacionais. No entanto, o assunto será retomado na próxima legislatura, que deve começar em breve.
Apesar de não ter assinado a carta, Portugal tem se mostrado comprometido com a questão da taxação de produtos tabágicos. O país foi um dos primeiros a implementar a diretiva em 2011 e tem adotado medidas adicionais para reduzir o consumo de tabaco, como a proibição de fumar em locais públicos fechados e a adoção de embalagens padronizadas para os produtos de tabaco. Além disso, Portugal tem sido um defensor ativo de políticas de saúde pública na UE, incluindo ações para combater o tabagismo.
A diretiva sobre taxação de produtos tabágicos é uma ferramenta importante para reduzir o consumo de tabaco na UE. Estudos mostram que o aumento dos impostos sobre produtos de tabaco é uma das medidas mais eficazes para reduzir o consumo e, consequentemente, os danos à saúde causados pelo tabagismo. Além disso, a taxação também pode gerar receitas significativas para os governos, que podem ser investidas em programas de prevenção e tratamento do tabagismo.
Portugal tem sido um exemplo de sucesso na implementação de políticas de saúde pública relacionadas ao tabagismo. No entanto, ainda há muito a ser feito para reduzir ainda mais o consumo de tabaco no país. A atualização da diretiva sobre taxação de produtos tabágicos é uma oportunidade para Portugal continuar avançando nessa questão e se juntar a outros países europeus na luta contra o tabagismo.
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