O desemprego é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e Portugal não é exceção. No entanto, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgados no final de abril, há motivos para acreditar que a situação está a melhorar. De acordo com o IEFP, no final de abril estavam registados nos serviços de emprego de Portugal continental e nas regiões autónomas 313.623 desempregados, o que representa 67,8% de um total de 462.304 pedidos de emprego.
Este número, apesar de ainda ser elevado, é o mais baixo registado desde julho de 2002. Além disso, comparando com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 17,6% no número de desempregados registados. Estes dados são um sinal positivo e indicam que as medidas adotadas pelo governo e pelas empresas estão a ter um impacto positivo na economia e no mercado de trabalho.
Uma das principais razões para esta redução no desemprego é o crescimento da economia portuguesa. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresceu 2,1% no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento do consumo privado e do investimento.
Além disso, o setor do turismo tem sido um grande impulsionador da economia portuguesa. Portugal recebeu um número recorde de turistas em 2018, com um total de 12,8 milhões de visitantes. Este número representa um aumento de 0,4% em relação ao ano anterior e gerou uma receita de 14,6 mil milhões de euros. O turismo tem sido um dos setores que mais tem contribuído para a criação de emprego em Portugal, com um aumento de 4,6% no número de empregos no setor em 2018.
Outro fator que tem contribuído para a redução do desemprego é o aumento do investimento estrangeiro em Portugal. O país tem sido cada vez mais atrativo para investidores estrangeiros, devido à sua localização estratégica, mão-de-obra qualificada e incentivos fiscais. De acordo com dados do Banco de Portugal, o investimento direto estrangeiro em Portugal aumentou 24% em 2018, atingindo um total de 7,9 mil milhões de euros.
Além disso, o governo português tem implementado medidas para promover a criação de emprego e o empreendedorismo. Uma das iniciativas mais recentes é o programa “Empreende Já”, que visa apoiar jovens desempregados na criação do seu próprio negócio. Este programa oferece formação, mentoria e apoio financeiro para que os jovens possam iniciar o seu próprio negócio e, assim, contribuir para a criação de emprego no país.
Outra medida importante é o programa “Garantia Jovem”, que tem como objetivo promover a integração dos jovens no mercado de trabalho. Este programa oferece estágios profissionais e formação profissional para jovens entre os 18 e os 29 anos que estejam desempregados ou à procura do primeiro emprego. Desde o seu lançamento em 2013, o programa já ajudou mais de 100 mil jovens a encontrar emprego ou a prosseguir os seus estudos.
Além disso, o governo tem vindo a implementar medidas para combater o desemprego de longa duração. O programa “Reativar” oferece apoio financeiro às empresas que contratem desempregados de longa duração, incentivando-as a dar uma oportunidade a estas pessoas. O programa tem tido resultados positivos, com mais de 10 mil





