No Brasil, a luta pela igualdade de gênero tem sido uma batalha constante, com diversas conquistas e desafios ao longo dos anos. Uma das áreas que mais requer atenção é a violência contra a mulher, que infelizmente ainda é uma realidade em nosso país. Por isso, é fundamental que existam políticas públicas e estruturas especializadas para atender e proteger as mulheres vítimas de violência. Nesse contexto, é preocupante o fato de que, no estado do Rio Grande do Sul, há apenas 22 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher para atender os 497 municípios.
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) têm uma função essencial na proteção e atendimento às mulheres em situação de violência. Elas são responsáveis por registrar boletins de ocorrência, investigar e punir os agressores, além de oferecer apoio psicológico, jurídico e social às vítimas. No entanto, a falta de estrutura e de profissionais capacitados nessas unidades dificulta o atendimento efetivo às mulheres.
Segundo dados do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, de janeiro a junho de 2020, as DEAMs realizaram cerca de 15 mil atendimentos às mulheres, sendo que 80% dos casos envolviam violência doméstica. Além disso, a violência contra a mulher cresceu 2,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, o que reforça a importância de ampliar a rede de atendimento e proteção às mulheres.
A existência de apenas 22 DEAMs para atender todo o estado é um reflexo da falta de prioridade e investimento por parte do poder público em relação à violência contra a mulher. É inadmissível que tantas mulheres sejam vítimas de agressões e tenham que enfrentar uma estrutura precária para denunciar e buscar ajuda. Além disso, muitas vezes essas mulheres enfrentam o medo de denunciar seus agressores e recebem pouco apoio da sociedade, o que torna o processo ainda mais difícil.
É necessário que haja um comprometimento real do Estado em ampliar a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. Isso inclui a criação de novas DEAMs e a qualificação dos profissionais que atuam nessas unidades. É preciso garantir que as mulheres tenham acesso a um atendimento humanizado e efetivo, sem qualquer tipo de preconceito ou discriminação.
Além disso, é fundamental que o Estado invista em políticas de prevenção à violência contra a mulher, promovendo campanhas de conscientização e educação sobre o respeito aos direitos das mulheres e a importância de denunciar casos de violência. É preciso que a sociedade entenda que a violência contra a mulher é uma questão de saúde pública e deve ser combatida por todos.
É importante ressaltar que, apesar da baixa estrutura, as DEAMs têm um papel fundamental na garantia dos direitos das mulheres. Com profissionais dedicados e capacitados, elas têm ajudado a reduzir os índices de violência e oferecido um espaço seguro para que as mulheres possam denunciar e buscar ajuda.
No entanto, é preciso ir além e ampliar a rede de atendimento. O Estado tem o dever de garantir a segurança e proteção das mulheres, e para isso é necessário investir em estruturas e políticas efetivas e expansão das DEAMs para todos os municípios do estado.
Em um país que carrega a triste estatística de uma mulher morta a cada sete horas, é urgente que as autoridades tomem medidas efetivas para combater a violência contra a mulher. A criação de mais DEAMs é uma das formas de garantir que as mulheres tenham acesso a




