Na última semana, moradores de uma área abandonada pertencente a JBS, em Dourados, foram surpreendidos pela ação da polícia sem mandado judicial. Tudo aconteceu durante o segundo movimento da empresa, que tinha como objetivo a desocupação da propriedade.
Durante a ação, os policiais destruíram barracos e roças dos moradores que viviam ali há anos, sem aviso prévio ou qualquer tipo de diálogo. A brutalidade e a falta de respeito com os cidadãos causou revolta e indignação na comunidade, que se viu desamparada e sem qualquer amparo legal.
É importante destacar que a área, na qual as famílias residiam, é abandonada há mais de 20 anos e, portanto, não é de propriedade da JBS. Os moradores, muitos deles já idosos, construíram suas casas e viveram ali por décadas, sem nunca terem sido notificados ou incomodados pela empresa.
Além disso, as roças cultivadas pelas famílias eram a fonte de sustento de muitos deles, que agora se veem sem nada. Sem contar a destruição dos barracos, que deixou os moradores sem ter onde morar.
A ação da polícia foi totalmente abusiva e desproporcional, uma vez que não havia qualquer justificativa para a destruição dos bens dos moradores. A JBS, por sua vez, não se pronunciou sobre o ocorrido e, mesmo após a destruição, não ofereceu nenhuma assistência às famílias afetadas.
É inadmissível que em pleno século XXI ainda ocorram casos de violência e desrespeito aos direitos humanos. As famílias que viviam na área abandonada da JBS merecem todo o apoio e solidariedade da sociedade e, principalmente, das autoridades competentes, que devem garantir a proteção e a dignidade desses cidadãos.
Diante deste cenário, é fundamental que as autoridades investiguem e tomem as medidas cabíveis para garantir que os responsáveis por esta ação sejam punidos de acordo com a lei. A comunidade espera por uma resposta justa e uma solução para os danos causados.
A JBS, por sua vez, precisa assumir sua responsabilidade e, além de prestar assistência às famílias afetadas, deve se comprometer a respeitar os direitos humanos e a propriedade legal em suas ações futuras.
Em um momento onde a solidariedade e a empatia são tão importantes, é fundamental que casos como este sejam divulgados, para que todos possamos refletir e agir em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.
Não podemos aceitar atitudes como essa, que ignoram os direitos básicos dos cidadãos e colocam em risco a vida e o sustento de tantas famílias. É necessário que as autoridades atuem em defesa dos direitos humanos e garantam que situações como essa não voltem a acontecer.
Por fim, reiteramos nossa solidariedade às famílias afetadas e esperamos que a justiça prevaleça e que medidas sejam tomadas para reparar os danos causados. Que a ação da polícia sem mandado judicial, destruindo barracos e roças em área abandonada da JBS, em Dourados, seja repudiada e que todos nós possamos lutar por uma sociedade mais justa e humana.





