Nos últimos 12 anos, o mundo tem presenciado uma das trajetórias mais marcantes e transformadoras da Igreja Católica: o pontificado do Papa Francisco. Desde sua eleição em 2013, o líder religioso argentino tem sido alvo de inúmeras críticas e elogios por suas decisões e atitudes, principalmente por parte dos setores mais conservadores da Igreja. No entanto, seu mandato tem sido marcado por mudanças e reformas que tiveram um impacto significativo na Igreja e na sociedade em geral.
O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, foi eleito como o primeiro Papa latino-americano após a renúncia de Bento XVI. Já em seu primeiro discurso, ele deixou clara sua postura humilde e seu compromisso com a inclusão e a justiça social. Seu lema “Miserando atque eligendo” (olhando para ele com misericórdia e escolhendo-o) reflete sua visão de um mundo mais fraterno e acolhedor.
Desde então, Francisco tem se destacado por sua autenticidade e simplicidade. Ele escolheu viver em um pequeno apartamento no Vaticano, em vez de residir nos aposentos papais, e é conhecido por suas saídas discretas para visitar os pobres e doentes. Ele também se recusa a usar o papamóvel blindado, preferindo estar próximo às pessoas que se reúnem para vê-lo.
No entanto, foram suas decisões e ações em relação à doutrina e ao papel da Igreja que realmente chamaram a atenção e geraram críticas de alguns setores mais conservadores. Entre as reformas mais controversas propostas pelo Papa, está a abertura para comungar divorciados em segundas uniões, o diálogo ecumênico com outras religiões e a mudança no processo de nulidade matrimonial.
A aproximação e diálogo com líderes de outras religiões, bem como com grupos políticos e sociais, também foram alvos de críticas. No entanto, o Papa Francisco sempre enfatizou a importância do diálogo e da tolerância como ferramentas para a construção de um mundo melhor.
Outro tema que gerou controvérsia foi a postura de Francisco em relação às questões de gênero e sexualidade. Ele já se manifestou contra a discriminação e violência contra pessoas LGBTQ+, mas também afirmou que a Igreja não pode mudar sua posição em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para alguns, suas declarações são consideradas ambíguas e não satisfazem as expectativas de uma mudança mais progressista.
No entanto, o Papa Francisco se mostrou firme e decidido em sua posição contra o abuso e a violência sexual dentro da Igreja. Ele tomou medidas para responsabilizar os líderes religiosos que cometeram tais atos e implementou políticas de proteção para as crianças em instituições católicas. Sua atitude em relação a esse problema tão sério e delicado foi considerada um avanço significativo em relação aos pontificados anteriores.
Apesar das críticas e resistências, a missão do Papa Francisco como líder religioso não se limita apenas aos dogmas e doutrinas da Igreja. Ele tem se esforçado para promover uma mensagem de compaixão, esperança e solidariedade em um mundo marcado por conflitos e desigualdades. Seus discursos e ensinamentos refletem seu compromisso com a justiça social e o cuidado com o nosso planeta, abordando temas como a pobreza, o meio ambiente, a desigualdade e a imigração.
Após completar 12 anos à frente da Igreja Católica, a atenção agora se volta para o processo de escolha de seu sucessor. De





