Na tarde desta quinta-feira (24), foi publicada uma decisão que traz esperança para a resolução do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro brutalmente assassinada em março de 2018. O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o executor do crime, teve a prisão preventiva prorrogada por mais seis meses. Além disso, a novidade é que, pela primeira vez, o ex-policial militar Élcio de Queiroz, apontado como o motorista do carro utilizado no crime, foi também acusado de ser o mandante do assassinato, juntamente com o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando da Curicica.
A decisão foi tomada pelo juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, após pedido do Ministério Público. A prorrogação da prisão preventiva de Ronnie Lessa foi justificada com base na complexidade da investigação, que ainda está em andamento, e na necessidade de se manter a ordem pública e a garantia da aplicação da lei penal. Já o pedido de prisão preventiva de Élcio e Orlando foi feito após a descoberta de novos indícios que apontam para o envolvimento deles no crime.
A decisão é uma importante conquista para a família e amigos de Marielle, que lutam por justiça desde o dia do brutal assassinato. Para eles, a inclusão de Élcio e Orlando como mandantes do crime é um avanço significativo na busca pela verdade e pela punição dos responsáveis. Além disso, a decisão também traz esperança para toda a população brasileira, que acompanhou com indignação e revolta o caso de Marielle Franco.
A morte da vereadora, conhecida pela sua atuação em defesa dos direitos humanos e das minorias, chocou o país e teve repercussão internacional. O assassinato foi classificado como um ato de extrema violência e um ataque à democracia e ao Estado de Direito. Por isso, a resolução do caso é tão importante não apenas para a família e amigos de Marielle, mas para toda a sociedade brasileira.
Desde o início das investigações, a Polícia Civil e o Ministério Público vêm trabalhando de forma incansável para esclarecer o caso e punir os responsáveis. A prorrogação da prisão de Ronnie Lessa e a inclusão de novos suspeitos como mandantes do crime demonstram que as autoridades estão empenhadas em chegar à verdade e garantir que a justiça seja feita.
Além disso, a decisão também reforça a importância da luta contra a impunidade no país. Afinal, Marielle não foi a única vítima de violência e injustiça no Brasil. Diariamente, inúmeras pessoas são vítimas de crimes violentos e suas famílias lutam por justiça. Por isso, a decisão desta quinta-feira representa um passo importante no combate à impunidade e no fortalecimento do Estado de Direito.
É importante ressaltar que a decisão publicada não é uma condenação, mas sim um avanço no processo de investigação. É necessário que todos os envolvidos sejam investigados e que a verdade seja trazida à tona. A família e amigos de Marielle, assim como toda a sociedade, esperam por um julgamento justo e uma punição exemplar para os responsáveis pelo assassinato da vereadora.
Com a decisão desta quinta-feira, temos a certeza de que a justiça está sendo feita e que a memória de Marielle Franco será mantida viva. Sua luta e seus ideais continuarão sendo inspiração para todos aqueles que acreditam em um país mais justo e igualitário. E que esta seja apenas a primeira de muitas decisões que levar



