A PLATEIA – Associação de Profissionais de Artes Cénicas condenou na última sexta-feira, dia 25 de junho, o despedimento de uma mulher trans do Teatro Maria Vitória, em Lisboa. A organização acusou o dono do teatro, Helder Costa, de transfobia e exigiu esclarecimentos sobre o ocorrido, além de pedir que o mesmo se desculpe publicamente.
A polêmica teve início quando a atriz e maquiadora trans, Joana Andrade, foi demitida do teatro após apenas uma semana de trabalho. Segundo relatos da própria artista, a demissão foi motivada pelo fato de ela ser uma mulher trans, já que Helder Costa teria demonstrado desconforto com sua presença nos bastidores do espetáculo.
Através de um comunicado oficial, a PLATEIA expressou sua indignação com a situação e repudiou veementemente o preconceito e a discriminação sofridos por Joana Andrade. A associação ainda ressaltou a importância da diversidade e da inclusão no meio artístico, enfatizando que a arte é uma forma de expressão livre e que não deve haver espaço para qualquer tipo de discriminação.
Além disso, a PLATEIA também exigiu que o dono do Teatro Maria Vitória se retrate publicamente e preste esclarecimentos sobre o ocorrido. A organização reforçou que é necessário que as instituições culturais sejam responsáveis e conscientes em suas ações, promovendo um ambiente de respeito e igualdade para todos os profissionais das artes cénicas.
A demissão de Joana Andrade gerou uma grande repercussão nas redes sociais, com diversas manifestações de apoio à atriz e de repúdio ao ato de transfobia cometido pelo dono do teatro. O caso também chamou a atenção para a falta de representatividade e oportunidades para pessoas trans no meio artístico, evidenciando a necessidade de mudanças e de uma maior conscientização sobre a diversidade.
Diante desse contexto, a PLATEIA destacou em seu comunicado a importância de políticas de inclusão e de combate à discriminação no meio cultural. A associação ressaltou que é dever de todos os profissionais das artes cénicas lutar por um ambiente mais diverso, inclusivo e respeitoso, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas e valorizadas.
A demissão de Joana Andrade também levantou discussões sobre a falta de legislações específicas para garantir os direitos das pessoas trans no mercado de trabalho. A PLATEIA reforçou a necessidade de políticas públicas que protejam e assegurem a inclusão e a igualdade de oportunidades para essa população.
Em meio a esse cenário, é importante que as instituições culturais sejam mais atentas e engajadas na promoção da diversidade e da inclusão. A arte é um reflexo da sociedade e deve ser um espaço de respeito e representatividade, onde todos possam se expressar livremente, sem medo de discriminação ou preconceito.
Espera-se que o caso de Joana Andrade e a atuação da PLATEIA sirvam como um alerta para que situações de discriminação e transfobia não se repitam no meio artístico. É preciso que todos os envolvidos na área das artes cénicas se unam em prol de uma cultura mais diversa, inclusiva e livre de qualquer tipo de preconceito.
Por fim, fica o convite para que todos sejam agentes de mudança e contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A PLATEIA e outras organizações estão à frente dessa luta e é fundamental que todos se unam para garantir que casos como o de Joana And





