No último dia 31 de março, o Brasil relembrou os 57 anos do golpe militar de 1964, que instaurou uma ditadura que durou 21 anos no país. Como acontece todos os anos, foi um dia de reflexão e luta pela memória e justiça dos mortos e desaparecidos políticos durante esse período sombrio da história brasileira. Mas este ano, uma manifestação em particular chamou a atenção: o Ato Pela Verdade, Memória e Justiça, que aconteceu no dia 8 de abril, uma semana após o aniversário do golpe.
O ato, que aconteceu no Largo da Batata, em São Paulo, contou com a presença de diversas organizações de direitos humanos, movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e cidadãos comuns, que se uniram em um grito pela verdade e pela justiça. O objetivo era lembrar os mortos e desaparecidos do regime militar, mas também reivindicar a prisão dos golpistas e torturadores que ainda estão vivos e impunes.
O evento foi marcado por discursos emocionantes, música e exibição de vídeos sobre a ditadura. Familiares de vítimas do regime compartilharam suas histórias e reafirmaram a importância de manter viva a memória dos que lutaram e perderam suas vidas pela democracia. “Não podemos permitir que o esquecimento seja uma arma para calar a verdade e a justiça. Precisamos continuar lutando e cobrando por respostas e punições”, disse uma das organizadoras do ato.
Além de relembrar os acontecimentos do passado, o ato também trouxe à tona a realidade do presente, com falas sobre a violência policial e a perseguição a movimentos sociais e defensores dos direitos humanos. “Não podemos negar que ainda vivemos em uma sociedade que sofre com a herança da ditadura. A violência e a opressão continuam presentes e precisamos nos unir para combatê-las”, destacou um dos líderes do movimento negro presente no evento.
Outro ponto importante abordado no ato foi a importância da educação e da cultura na construção de uma sociedade mais justa e democrática. “Precisamos ensinar às novas gerações o que realmente aconteceu durante a ditadura, para que nunca mais se repita. Além disso, é fundamental valorizar e apoiar a arte e a cultura, que foram duramente censuradas durante aqueles anos”, ressaltou uma professora presente no evento.
No final do ato, foi lido um manifesto que reafirmou a luta por verdade e justiça, além de exigir a prisão dos responsáveis pelos crimes cometidos durante a ditadura. “Não podemos permitir que os torturadores e assassinos continuem impunes, é preciso que o Estado cumpra seu papel de garantir a justiça e a reparação às vítimas e seus familiares”, dizia o documento.
O Ato Pela Verdade, Memória e Justiça foi um momento de resistência e esperança em um momento tão difícil para a democracia brasileira. Foi um grito coletivo pela manutenção da memória e pela busca por justiça, para que os horrores do passado não sejam esquecidos e não se repitam no presente e no futuro. É preciso que a sociedade continue mobilizada e cobrando por um país livre de opressão e violência.
Que o dia 8 de abril, assim como o 31 de março, seja sempre lembrado como um dia de luta e não de comemoração. Que a memória dos mortos e desaparecidos políticos seja preservada e honrada, e que a justiça seja feita. Que esse ato seja apenas o in


