A relação entre China e Canadá tem sido alvo de muitas atenções nos últimos meses, principalmente após a prisão da executiva da Huawei, Meng Wanzhou, no final de 2018. Desde então, as tensões entre os dois países só aumentaram, culminando em uma possível guerra comercial em escala global.
A prisão de Wanzhou, filha do fundador da Huawei, foi feita a pedido dos Estados Unidos, que a acusam de violar sanções econômicas contra o Irã. A China, por sua vez, vê a ação como uma tentativa dos EUA de minar a tecnologia e a economia do país asiático. Em retaliação, a China prendeu dois cidadãos canadenses sob acusações de espionagem.
Essa ação conjunta entre China e Canadá, além de elevar as tensões diplomáticas entre os dois países, também pode ter um impacto significativo na economia global. Ambos os países têm fortes laços comerciais com outras potências mundiais, e uma possível guerra comercial poderia afetar diretamente o comércio e as finanças globais.
A China é a segunda maior economia do mundo e o maior parceiro comercial do Canadá, representando cerca de 10,2% das exportações do país em 2018. Além disso, o Canadá é o quinto maior fornecedor de produtos agrícolas para a China, incluindo soja e carne suína, que são essenciais para a economia chinesa.
Com a escalada das tensões comerciais entre os dois países, é possível que a China aumente as tarifas sobre produtos canadenses, tornando-os menos competitivos no mercado chinês. Além disso, a China pode buscar novos parceiros comerciais, diminuindo a dependência do Canadá. Isso poderia afetar diretamente a economia canadense, que já enfrenta desafios como a queda dos preços das commodities e o aumento da dívida pública.
No entanto, a ação conjunta entre China e Canadá vai além das questões econômicas. Ela também está alinhada com as estratégias políticas dos dois países. A China tem buscado aumentar sua influência global através de sua iniciativa “Belt and Road”, que visa a construção de infraestrutura em países da Ásia, África e Europa. Já o Canadá tem se aproximado dos EUA, principalmente após a renegociação do NAFTA, acordo comercial que também envolve o México.
Com essas estratégias, tanto China quanto Canadá buscam fortalecer suas posições no cenário internacional. No entanto, essa ação conjunta pode criar um impasse diplomático e econômico que pode afetar negativamente a estabilidade global.
É importante destacar que uma guerra comercial entre China e Canadá não afetaria apenas os dois países envolvidos, mas também teria impacto em outras economias. Os EUA, por exemplo, são um dos principais parceiros comerciais do Canadá e também têm uma forte relação comercial com a China. Uma guerra comercial entre esses três países poderia afetar diretamente a economia mundial.
Além disso, a ação conjunta entre China e Canadá também pode afetar as relações entre outros países. Por exemplo, o Brasil, um dos principais fornecedores de soja para a China, poderia ser afetado pela possível retaliação chinesa contra os produtos canadenses. Da mesma forma, outros países que possuem relações comerciais com a China e o Canadá também podem ser impactados.
Nesse contexto, é importante que os líderes desses dois países busquem uma solução pacífica e diplomática para resolver o impasse. A escalada das tensões comerciais pode ser prejudicial para todos os envolvidos e para a economia global como um todo.
É necessário que haja diálogo e negociações entre China e Canadá,

