No último domingo (08/08), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou a decisão da China em impor uma tarifa de 34% sobre produtos americanos, alegando que o país asiático “jogou errado” e “entrou em pânico”. A medida foi anunciada como uma retaliação às tarifas impostas pelos EUA sobre produtos chineses no valor de US$300 bilhões.
De acordo com Biden, a decisão da China é “totalmente injustificada” e terá um impacto negativo tanto para os Estados Unidos quanto para a economia global. O presidente também afirmou que a medida é uma tentativa desesperada da China em manter sua economia em crescimento, após enfrentar uma série de desafios internos e externos.
Apesar das críticas, a China defende a decisão como uma forma de proteger sua indústria e promover a igualdade nas relações comerciais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, afirmou que a medida é “totalmente legítima e necessária” e que a China tem o direito de tomar medidas para proteger seus interesses.
No entanto, a decisão chinesa foi recebida com preocupação por parte de empresas e consumidores americanos. Com a tarifa de 34%, produtos como carne de porco, cereais, frutas e outros alimentos americanos se tornarão mais caros para os consumidores chineses, o que pode afetar as exportações americanas para o país asiático.
Além disso, a medida pode prejudicar a relação comercial entre os dois países, que já enfrentam tensões há anos. Desde a gestão de Donald Trump, os Estados Unidos têm adotado uma postura mais agressiva em relação à China, impondo tarifas e restrições comerciais em nome de proteger a indústria e a economia americana.
No entanto, a postura do presidente Biden tem sido de buscar uma relação mais equilibrada e cooperativa com a China. Em sua campanha presidencial, Biden afirmou que buscaria “uma competição justa, mas não conflituosa” com o país asiático. Por isso, a decisão da China em impor uma tarifa tão alta é vista como um retrocesso nas tentativas de diálogo e cooperação entre os dois países.
É importante ressaltar que a China é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, com um volume de comércio bilateral de cerca de US$560 bilhões em 2020. Além disso, a economia chinesa é responsável por uma parcela significativa do crescimento econômico global, sendo um importante mercado para as exportações de diversos países.
Diante disso, é necessário que os líderes dos dois países busquem uma solução para reduzir as tensões comerciais e promover uma relação mais saudável e benéfica para ambas as economias. O protecionismo e as medidas unilaterais não são o caminho para o desenvolvimento econômico e a estabilidade global.
Por fim, é importante lembrar que a pandemia de COVID-19 trouxe à tona a importância da cooperação internacional e da integração econômica. Neste momento, mais do que nunca, é essencial que os líderes mundiais trabalhem juntos para superar os desafios e promover um crescimento econômico sustentável e justo para todos os países.





