De acordo com um relatório estatístico divulgado pelo Banco de Moçambique, as reservas em moeda estrangeira do país atingiram o seu nível mais baixo em junho de 2024, totalizando 3.647 milhões de dólares (equivalente a 3.369 milhões de euros). Essa queda nas reservas é um reflexo dos desafios econômicos enfrentados pelo país nos últimos anos, mas também é um sinal de que medidas estão sendo tomadas para reverter essa situação.
As reservas em moeda estrangeira são um indicador importante da saúde econômica de um país. Elas representam a quantidade de moeda estrangeira que o país possui para pagar suas importações, dívidas externas e outras obrigações. Quanto maior for o nível de reservas, maior é a capacidade do país de lidar com choques econômicos e manter a estabilidade financeira.
No caso de Moçambique, a queda nas reservas em moeda estrangeira pode ser atribuída a vários fatores. Um deles é a crise da dívida que o país enfrentou em 2016, quando foi descoberto que o governo havia contraído empréstimos ocultos, sem o conhecimento do parlamento e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso levou à suspensão da ajuda externa e à desvalorização da moeda local, o metical, em relação ao dólar.
Além disso, a economia do país também foi afetada pela queda nos preços das commodities, como o carvão e o gás natural, que são importantes fontes de receita para Moçambique. A pandemia de COVID-19 também teve um impacto negativo, com a diminuição do turismo e a interrupção das cadeias de suprimentos globais.
No entanto, apesar desses desafios, o relatório do Banco de Moçambique também aponta para sinais positivos de recuperação. Desde junho de 2024, as reservas em moeda estrangeira têm mostrado uma tendência de crescimento, atingindo 3.810 milhões de dólares (equivalente a 3.518 milhões de euros) em setembro de 2024. Isso representa um aumento de 4,3% em relação ao mês anterior.
Essa melhora pode ser atribuída a medidas adotadas pelo governo e pelo banco central para fortalecer a economia e atrair investimentos estrangeiros. Em 2024, o governo lançou um programa de reformas estruturais, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e aumentar a competitividade do país. Além disso, o Banco de Moçambique tem implementado políticas monetárias mais restritivas, a fim de controlar a inflação e estabilizar a moeda local.
Outro fator que contribui para o aumento das reservas em moeda estrangeira é o investimento em projetos de infraestrutura, como a construção de portos, estradas e aeroportos. Esses projetos são importantes para impulsionar o crescimento econômico e atrair investimentos estrangeiros diretos.
Além disso, o governo também tem buscado diversificar a economia, reduzindo a dependência das exportações de commodities. O país tem investido em setores como o turismo, a agricultura e a indústria, a fim de impulsionar o crescimento e criar novas fontes de receita.
O relatório do Banco de Moçambique também destaca a importância da cooperação internacional para a recuperação econômica do país. Em 2024, o FMI aprovou um programa de ajuda de 3,7 bilhões de dólares para Moçambique, com o objetivo de apoiar as reformas econômicas e fortalecer a estabilidade financeira.
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