E vão três anos seguidos com saldos orçamentais positivos, o que deixa Portugal num lote restrito na UE. Ainda assim, a dívida continua elevada, apesar da tendência de queda.
Nos últimos três anos, Portugal tem sido um exemplo de sucesso na gestão das suas finanças públicas. Com saldos orçamentais positivos consecutivos, o país tem conseguido manter-se no caminho certo para a estabilidade financeira e o crescimento económico. Esta é uma conquista notável, especialmente se considerarmos o contexto económico e político global.
Desde a crise financeira de 2008, Portugal tem enfrentado desafios significativos na sua economia. A recessão económica, o aumento do desemprego e a instabilidade política foram apenas alguns dos obstáculos que o país teve que superar. No entanto, graças a um forte compromisso e determinação, Portugal tem conseguido dar a volta por cima e alcançar resultados impressionantes.
Um dos principais indicadores do sucesso económico de um país é o saldo orçamental. Este é o resultado da diferença entre as receitas e as despesas do governo. Quando o saldo é positivo, significa que o país está a gerir as suas finanças de forma responsável e a gastar menos do que aquilo que arrecada. E é exatamente isso que Portugal tem conseguido fazer nos últimos três anos.
Em 2016, o país registou um saldo orçamental positivo de 2,1% do PIB, o que representou um marco importante na recuperação económica. No ano seguinte, o saldo aumentou para 3%, superando as expectativas e mostrando que o país estava no caminho certo. E em 2018, Portugal alcançou um saldo orçamental de 0,4%, mantendo a tendência positiva e consolidando a sua posição na UE.
Este desempenho notável tem sido elogiado por várias instituições internacionais, incluindo a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Ambas reconheceram os esforços do governo português na consolidação das finanças públicas e na implementação de reformas estruturais para melhorar a competitividade e o crescimento económico.
No entanto, apesar deste sucesso, Portugal ainda enfrenta um desafio significativo: a dívida pública. A dívida do país atingiu o pico em 2014, quando ultrapassou os 130% do PIB. Desde então, tem vindo a diminuir gradualmente, mas ainda se mantém elevada, rondando os 120% do PIB em 2018.
Mas é importante notar que a tendência é de queda e que o país tem cumprido os seus compromissos de redução da dívida. Além disso, a dívida pública portuguesa é considerada sustentável, uma vez que a maior parte dela é detida por entidades nacionais, o que reduz o risco de instabilidade financeira.
Além disso, o governo tem implementado medidas para reduzir ainda mais a dívida, como a venda de ativos públicos e a implementação de políticas fiscais responsáveis. Estas medidas têm contribuído para melhorar a confiança dos investidores e do mercado, o que é crucial para o crescimento económico.
Portugal tem mostrado que é possível alcançar um equilíbrio entre a gestão responsável das finanças públicas e o crescimento económico. O país tem sido um exemplo de resiliência e determinação, superando os desafios e alcançando resultados notáveis. E isso não passou despercebido na UE, onde Portugal é agora visto como um membro confiável e um parceiro importante.
Com três anos seguidos de saldos orçamentais positivos, Portugal está a deixar a sua marca na história económica do país. Mas o trabalho não está termin




