O setor cultural é uma parte essencial da sociedade, responsável por promover a arte, a criatividade e a diversidade cultural. No entanto, nos últimos anos, tem havido uma crescente preocupação com a desigualdade entre a cultura gerida pelo Estado e a cultura sustentada por privados. O diretor-geral da produtora de espetáculos UAU e administrador do Teatro Tivoli, em Lisboa, Paulo Dias, expressou sua opinião sobre esse assunto em uma carta aberta, destacando a importância de abordar essa questão e encontrar soluções para garantir um setor cultural mais equilibrado e próspero.
Em sua carta, Paulo Dias aponta a diferença gritante entre o investimento do Estado na cultura e o investimento dos privados. Enquanto o setor cultural gerido pelo Estado recebe grandes subsídios e suporte financeiro, os privados enfrentam dificuldades para manter suas atividades e projetos culturais. Essa desigualdade não apenas afeta diretamente os artistas e produtores, mas também a sociedade como um todo, pois limita o acesso à cultura e restringe a diversidade cultural.
Paulo Dias ressalta que, apesar dos esforços do Estado em apoiar a cultura, é preciso reconhecer que a cultura sustentada por privados também é essencial e deve ser valorizada. Muitos dos espetáculos e projetos culturais de sucesso são produzidos por empresas privadas, e essa contribuição é fundamental para o desenvolvimento e crescimento do setor. Além disso, o investimento privado na cultura também gera empregos e movimenta a economia, beneficiando a sociedade como um todo.
O diretor-geral da UAU também destaca a importância de uma maior colaboração entre o Estado e o setor privado. Juntos, eles podem trabalhar em parceria para encontrar soluções que garantam um setor cultural mais equilibrado e sustentável. Uma das sugestões apresentadas por Paulo Dias é a criação de incentivos fiscais para empresas que investem em projetos culturais, assim como já acontece em outros setores da economia. Isso poderia atrair mais investimentos privados para a cultura e reduzir a desigualdade existente.
Além disso, Paulo Dias também enfatiza a importância de valorizar e apoiar os artistas e produtores de cultura. Eles são a essência do setor e precisam de suporte para continuar criando e produzindo. O diretor-geral da UAU sugere a criação de programas de formação e capacitação para os artistas, bem como a implementação de políticas que incentivem a diversidade cultural e a inclusão de diferentes grupos e minorias.
É necessário que haja uma mudança de mentalidade em relação à cultura e seu valor na sociedade. A cultura não é apenas entretenimento, mas também é uma ferramenta poderosa para promover a inclusão, a diversidade e o desenvolvimento social e econômico. Portanto, é fundamental que o Estado e o setor privado trabalhem juntos para garantir que a cultura seja acessível e valorizada.
Paulo Dias encerra sua carta aberta com uma mensagem de otimismo e esperança. Ele acredita que, com a colaboração de todos, é possível superar a desigualdade e construir um setor cultural mais equilibrado e próspero. Ele convida a todos a se unirem nessa causa e a apoiarem a cultura, pois ela é um bem precioso e fundamental para o desenvolvimento da sociedade.
Em resumo, as palavras de Paulo Dias refletem a realidade do setor cultural e a necessidade de ações concretas para garantir uma maior igualdade entre a cultura gerida pelo Estado e a cultura sustentada por privados. É preciso unir esforços e encontrar solu




