O continente africano é conhecido por sua rica cultura, diversidade e história, mas também é marcado por conflitos, pobreza e instabilidade política. No entanto, o escritor cabo-verdiano Mário Lúcio acredita que há uma luz no fim do túnel e que essa luz vem das mulheres.
Em seu próximo livro, Mário Lúcio aborda um tema polêmico e provocativo: a possibilidade de as mulheres salvarem o continente africano quando chegarem ao poder. Para ele, a sensibilidade feminina é um fator crucial para a construção de uma África mais justa e pacífica.
Ao longo da história, as mulheres têm sido subjugadas e excluídas do poder em muitas sociedades africanas. No entanto, isso está mudando lentamente, com mais mulheres ocupando cargos políticos e liderando movimentos sociais em todo o continente. E Mário Lúcio acredita que essa mudança é essencial para o futuro da África.
Em uma entrevista, o escritor afirmou: “As mulheres são as únicas que podem salvar a África. Elas têm uma sensibilidade diferente dos homens, que são mais propensos à violência e à corrupção. As mulheres são mães, e isso as torna mais conscientes da importância de proteger e cuidar dos filhos dos outros, ao contrário dos ditadores africanos que matam e oprimem seu próprio povo.”
Essa visão é compartilhada por muitos outros intelectuais e ativistas africanos, que acreditam que a inclusão das mulheres no poder pode trazer mudanças significativas para o continente. Um exemplo disso é a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, que foi a primeira mulher eleita democraticamente para liderar um país africano. Durante seu mandato, ela implementou políticas que promoveram a igualdade de gênero e o desenvolvimento econômico, o que resultou em um aumento no Índice de Desenvolvimento Humano do país.
Além disso, as mulheres africanas têm desempenhado um papel fundamental na luta por direitos e justiça social. Na Nigéria, por exemplo, o movimento #BringBackOurGirls, liderado por mulheres, chamou a atenção para o sequestro de mais de 200 meninas pelo grupo terrorista Boko Haram. E na África do Sul, as mulheres foram fundamentais na luta contra o apartheid e na construção de uma sociedade mais igualitária.
No entanto, apesar desses avanços, as mulheres ainda enfrentam muitos obstáculos para alcançar a igualdade de gênero na África. A violência contra as mulheres, a falta de acesso à educação e a discriminação no mercado de trabalho são apenas alguns dos desafios que elas enfrentam diariamente. E é por isso que é tão importante que mais mulheres ocupem cargos de liderança e tenham voz ativa na tomada de decisões.
Mário Lúcio também ressalta que a chegada das mulheres ao poder não significa que elas serão perfeitas ou que não cometerão erros. No entanto, ele acredita que a sensibilidade e a empatia femininas podem ser um fator determinante para a construção de uma África mais justa e pacífica. E isso não se limita apenas à política, mas também se estende a outras áreas, como a economia e a cultura.
O escritor cabo-verdiano também destaca a importância de educar e empoderar as mulheres desde cedo. Ele acredita que, ao investir na educação das meninas, é possível criar uma nova geração de líderes femininas que possam transformar a África.
Em seu próximo livro, Mário Lúcio espera provocar reflexões e debates sobre o papel das mulheres na construção de uma África melhor. Ele acredita que é hora de dar voz às mulheres e permitir que elas assumam seu lugar de





