O exercício da arquitetura é muito mais do que simplesmente projetar e construir edifícios. É um ato político que molda o território, influencia vidas e tem um impacto global. Essa é a mensagem que os comissários da representação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza querem transmitir ao mundo, destacando a responsabilidade do exercício desta disciplina.
A Bienal de Arquitetura de Veneza é um dos eventos mais importantes do mundo da arquitetura, reunindo profissionais, estudantes e entusiastas da área para discutir e expor as tendências e desafios da arquitetura contemporânea. Neste ano, a representação portuguesa trouxe o tema “Exercício do Território”, que aborda a relação entre arquitetura, território e política.
Segundo os comissários, o objetivo da exposição é mostrar como o exercício da arquitetura vai além da construção de edifícios, sendo também uma ferramenta de transformação social e política. Através da arquitetura, é possível moldar o território, influenciar a vida das pessoas e ter um impacto global.
Portugal é um país com uma rica história arquitetônica, que vai desde as construções romanas e medievais até a arquitetura contemporânea. Porém, além da beleza e da importância cultural dessas construções, elas também são reflexo das decisões políticas e sociais da época em que foram erguidas. E é exatamente isso que os comissários querem mostrar: a arquitetura é um reflexo da sociedade e, ao mesmo tempo, pode ser uma ferramenta para moldá-la.
Um dos destaques da exposição é o projeto “Habitar Portugal”, que apresenta uma seleção de obras arquitetônicas recentes que demonstram como a arquitetura pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. São projetos que vão desde habitações sociais até intervenções em espaços públicos, que buscam promover a inclusão social e a sustentabilidade.
Além disso, a exposição também aborda a questão do território e como ele é influenciado pela arquitetura. Portugal é um país com uma grande diversidade geográfica, o que se reflete na forma como as construções se relacionam com o ambiente ao seu redor. Através de maquetes, fotografias e vídeos, os visitantes podem ter uma visão mais ampla de como a arquitetura pode se integrar e valorizar o território.
Os comissários também destacam a importância da responsabilidade social e ambiental no exercício da arquitetura. Em um mundo cada vez mais preocupado com questões como a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, é fundamental que os arquitetos assumam uma postura ética e responsável em seus projetos. Afinal, a arquitetura não é apenas uma questão estética, mas também tem o poder de impactar o meio ambiente e a vida das pessoas.
A presença de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza é uma oportunidade de mostrar ao mundo como a arquitetura pode ser um ato político e transformador. Através de projetos inovadores e reflexões sobre o papel da arquitetura na sociedade, os comissários esperam inspirar outros profissionais a exercerem sua profissão de forma consciente e responsável.
Em resumo, o exercício da arquitetura é muito mais do que construir edifícios bonitos. É uma ferramenta poderosa de transformação social e política, que pode moldar o território, influenciar vidas e ter um impacto global. Os comissários da representação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza nos lembr



